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Brasil perde espaço na América do Sul, diz o Valor

A combinação de crise econômica no Brasil, mudanças no cenário político na região e investigações da Operação Lava-Jato resultou em uma drástica queda no fluxo de investimentos de empresas brasileiras na América do Sul. Os ecos desses fatores não só estancaram os investimentos como obrigaram as empresas em especial Petrobras e grandes construtoras a se desfazer de ativos, diminuindo o peso econômico do Brasil na América do Sul.

“As empresas estão tirando foco da internacionalização e se voltando para o Brasil novamente”, observa o economista Luis Afonso Lima, presidente da Sobeet. Em 2008, o fluxo total de investimento estrangeiro direto (IED) do Brasil para a América do Sul (com exceção do Suriname e da Guiana) foi de US$ 2 bilhões. Esse total subiu para até US$ 2,7 bilhões em 2012 e depois caiu para US$ 1 bilhão em 2015 e US$ 949 milhões no ano passado.

O agronegócio é exceção. A BRF tornou-se um dos principais nomes no mercado argentino. No ano passado, a empresa investiu US$ 292 milhões no país e comprou quatro marcas da empresa Molinos Rio de la Plata, um dos gigantes do setor de alimentos do país. A JBS tem na Argentina duas fábricas e um centro de distribuição.

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