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Siglas negam irregularidades nas despesas, diz o Estadão

PSDB diz que jatos foram usados para cumprir agenda partidária; PRP devolveu dinheiro de vinho

Questionado sobre a contratação de empresa que pertence a dirigentes do partido para prestar serviços à legenda, o PSDC disse que em seu estatuto “não há nenhuma vedação” para que a sigla possa usufruir prestação de serviços de empresas da qual participem seus membros “titulares ou suplentes”.

O PSDC afirma, ainda, que a Constituição assegura aos partidos “autonomia para definir sua estrutura interna”.
Na prestação de contas do

partido de 2011, os técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) questionaram a contratação de duas empresas, a Maxam Serviços Administrativos e a 74 Propaganda, por pertencerem a membros da direção da sigla.

O PRP, por sua vez, informou que o partido já devolveu R$ 1.000 ao tesouro nacional, referentes à compra de vinho. A sigla afirma também que enviou notas de pagamento de contas de água e luz do presidente da legenda, Ovasco Roma Altimari Resende, porque o endereço do partido “era o domicílio político” dele e da mãe, “jamais a residência”.

A assessoria do PSDB informou que os voos em jatos fretados mencionados na reportagem referem-se a “deslocamentos de lideranças partidárias em diferentes trajetos, para cumprimento de agendas de interesse partidário”.

Ainda segundo a sigla, todos os dados apresentados pelo PSDB ao TSE “atendem à legislação em vigor” e que todos os fornecedores prestaram de forma correta os serviços para os quais foram contratados.

Sobre o exercício financeiro de 2011, o partido disse que apresentará “em tempo hábil” resposta à diligência solicitada. “A título de exemplo, as contas de 2010 receberam parecer desfavorável do órgão técnico e, após os esclarecimentos, as mesmas foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral”, disse o PSDB.

Procurada, a assessoria de imprensa do PT não respondeu até a conclusão desta edição. O advogado de João Santana, Fábio Tofic, não foi localizado. O secretário de Finanças do PPS, Regis Cavalcante, disse que a prestação de contas ainda não foi definitivamente julgada. Sobre as notas de bebida alcoólica, o PPS afirmou que, caso seja confirmada a existência desse fato, os responsáveis serão “compelidos” a devolver os valores. A reportagem não conseguiu contato com o presidente do PSB, Carlos Siqueira. Procurado, o presidente do PDT, Carlos Lupi, não foi localizado.

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