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Temer: reforma evitará que país se torne o Rio é o título de matéria no Globo

PSDB decide que partido não vai encampar na íntegra proposta do governo para Previdência

O presidente Michel Temer disse que a reforma da Previdência evitará que a situação fiscal do país se deteriore. Sem isso, segundo o presidente, as contas do governo federal poderiam se aproximar da situação crítica enfrentada por estados como Rio, Minas Gerais e Espírito Santo. Temer, contudo, sinalizou, pela primeira vez, que negociará termos do projeto no Congresso “até onde o governo puder”. O presidente deu entrevista ontem ao colunista do GLOBO Jorge Bastos Moreno, na estreia do programa “Moreno no Rádio”, na CBN, que vai ao ar às sextas-feiras, das 14h às 15h.

— O governo mandou aquilo que acha necessário para que o Brasil não se transforme… Vou citar aqui, com toda a liberdade, porque já está devidamente publicizado, não é? Que é a história do Rio de Janeiro, a história do Rio Grande do Sul, a história de Minas Gerais… Estados que estão passando por grandes dificuldades, exata e precisamente em função do fenômeno previdenciário. Então o Brasil não pode, daqui a quatro, cinco anos, transformar-se numa figura como está acontecendo com os estados brasileiros — afirmou Temer. — Haverá objeções, observações lá no Congresso (à reforma)? Haverá, e é natural que haja. Nós precisamos dialogar, não é? E vamos, até onde pudermos.

Temer diz já ter vencido os discursos de que o impeachment foi um “golpe” e que a economia não iria retomar o crescimento. Segundo ele, afirmavam que a economia iria para o “fundo do poço”. Para rebater essa tese, ele citou principalmente a queda da inflação e dos juros, além de reformas aprovadas no Congresso, como o teto para os gastos públicos.

— Nos primeiros momentos era a história do golpe, do “Fora, Temer”. Depois, quando verificaram que não prosperava, passaram a dizer que a economia iria para o fundo do poço. E não foi, não é? Agora não sei o que é que vão inventar — afirmou, repetindo que não irá se candidatar à Presidência em 2018.

FIXAÇÃO DE IDADE MÍNIMA É CONSENSO

Principal partido da base aliada, o PSDB decidiu que não vai encampar na íntegra a proposta de reforma da Previdência do governo. A bancada foi a primeira a apresentar uma emenda ao texto, contrária às mudanças dos benefícios sociais, e está finalizando uma proposta alternativa ou pelo menos várias outras emendas que alteram pontos fundamentais, como a regra de transição e o novo cálculo do benefício. A ideia é que elas sejam subscritas também pelos demais partidos aliados.

Os únicos pontos de consenso na bancada são fixação de idade mínima, não necessariamente de 65 anos, e as alterações nas pensões por morte.

— Vamos apresentar algumas emendas, que ainda estão sendo discutidas. E vamos conversar com os partidos da base para que suas bancadas subscrevam emendas em conjunto, para ser uma alteração proposta pela base governista, e não por um ou outro partido — afirmou o líder do PSDB na Câmara, Ricado Trípoli (SP).

Segundo o vice-líder do partido na Câmara, Deputado Nilson Leitão (MT), o PSDB não vai recusar tudo, mas quer imprimir a sua identidade à reforma. Para ele, o texto precisa ser modificado.

Marcus Pestana (PSDB-MG), ressaltou que os parlamentares estão com dificuldade de defender a proposta do governo.

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