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Serra é o entrevistado no TOMA LÁ DÁ CÁ da coluna Brasil Confidencial

José Serra (PSDB-SP) Senador

De volta ao Senado, a quais temas o senhor pretende se dedicar?

Para começar, me dedicarei a impulsionar os 14 projetos de minha autoria que estão tramitando no Senado e os outros 6 que estão na Câmara para votação final. São sobre finanças públicas, economia, sistema eleitoral, saúde, combate ao fumo. Vou apresentar projetos novos que lidam, inclusive, com a questão penitenciária no Brasil. Um outro prevê a criação da Nota Fiscal Brasileira, à exemplo da Nota Fiscal Paulista, que promovi quando governador em São Paulo.

Pretende apoiar as propostas reformistas do governo?

Apoiá-las, aperfeiçoá-las e contribuir para as negociações entre Congresso e o Executivo. Olha, na vida pública tem muitos políticos pré-euclideanos, para quem a menor distância entre dois pontos é uma curva espiralada (risos). Eu sou do time dos euclideanos: a menor distância entre dois pontos é uma linha reta. Mas, numa negociação em torno de grandes reformas no âmbito do Congresso, temos de ser pós euclideanos: a menor distância entre dois pontos é o entendimento.

Teme que propostas de reforma como a da Previdência possam tirar votos em eleições futuras?

Não se for mostrado que essa reforma é necessária para que os atuais assalariados possam receber a aposentadoria justa no futuro.

Como está o tratamento da coluna?

A cirurgia foi correta, mas a recuperação tem sido lenta. Tenho de fazer bastante fisioterapia e, acima de tudo, ser paciente, atributo que, digamos, não é meu ponto mais forte. Mas sou persistente.

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