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BNDES emprestou menos em 2016, mas teve lucro maior, diz o Estadão

No ano passado, banco registrou ganho de
R$ 6,39 bilhões, um aumento de 3,1% em relação a 2015

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) registrou lucro líquido de R$ 6,392 bilhões ano passado, alta de 3,1% ante 2015, quando foi de R$ 6,199 bilhões, informou ontem a instituição de fomento em seu balanço financeiro.

O banco emprestou menos, mas ganhou mais aplicando o dinheiro parado, teve retorno com as operações de crédito do passado e ainda viu suas participações acionárias se valorizarem na Bolsa. Tudo isso compensou as perdas de R$ 9,156 bilhões, separados para fazer frente a possíveis calotes.

Emprestando menos do que nos últimos anos, o BNDES viu seu caixa engordar para R$ 129 bilhões no fim de 2016, mesmo após devolver R$ 100 bilhões em empréstimos ao Tesouro, informou o diretor da Área de Controladoria do banco de fomento, Ricardo Baldin. Com esse dinheiro parado, o banco pôde fazer aplicações no mercado financeiro, as chamadas operações de Tesouraria, com parte do caixa nessas operações.

Baldin classificou o peso desses ganhos como “significativo”, mas procurou afastar a ideia de que o BNDES está lucrando com o dinheiro empoçado. Segundo ele, a liberação para empréstimos e o tamanho da carteira de crédito encolheram 35% e 12%, respectivamente, por causa da falta de demanda por crédito para investimentos.

Não é nosso negócio administrar tesouraria, queremos emprestar”, afirmou Baldin, em entrevista coletiva no Rio. Embora o banco não tenha uma meta específica para 2017, a expectativa é liberar mais recursos do que em 2016. “Estamos ansiosos para liberar o máximo possível de crédito em 2017”, declarou, citando os setores de infraestrutura e os projetos de pequenas e médias empresas.

Já a valorização da carteira de ações e da empresa de participações, a BNDESPar, ajudou o lucro porque teve impacto menos negativo do que em 2015, quando houve queda na cotações de ações na Bolsa. As baixas, em 2015, para o banco, foram de R$ 9,7 bilhões e, em 2016, foram R$ 5,3 bilhões.

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