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Antes de liberar importação de café, governo decide fazer leilão nacional, diz a Folha

Para resolver o impasse em torno da importação de café, medida que opõe cafeicultores e empresários do ramo, o governo decidiu fazer um leilão nacional de opções de compra do produto do tipo robusta —também chamado de conilon. Hoje, há leilões desse tipo para o café arábica, considerado mais nobre.

A solução foi acertada em reunião com representantes do setor e o ministro Marcos Pereira (Indústria) na quinta (9). O edital começará a ser debatido na próxima semana.

O leilão será uma forma de testar se há ou não oferta suficiente do robusta, usado pela indústria de café solúvel.

Os empresários dizem que não há. E usam dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) para sustentar o pedido de abertura do mercado. Os produtores dizem que há oferta e as informações que são imprecisas.

A Camex (Câmara de Comércio Exterior) chegou a determinar a redução da tarifa de importação do café robusta do Vietnã, seguindo recomendação do Ministério da Agricultura. Pressionado pelos produtores, o governo Temer suspendeu a medida.

“Se não aparecer café [para ser vendido no leilão], teremos de dar a mão à palmatória e dizer que não tem”, afirma o deputado Carlos Melles (DEM-MG), presidente da Frente Parlamentar do Café. 

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