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MTST desmonta acampamento na Paulista após 22 dias, diz o Valor

Em meio à pressão do MTST, o Ministério das Cidades anunciou a retomada das contratações do Minha Casa, Minha Vida (MCMV) faixa 1, voltado para famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. O movimento dos sem-teto ficou acampado por 22 dias na avenida Paulista, ao lado do escritório da Presidência, e desmontou as barracas na noite de quarta-feira, depois da promessa do governo de atender à demanda do grupo.

Para o líder do MTST, Guilherme Boulos, a retomada das contratações foi uma vitória do movimento. “Foi uma conquista muito expressiva”, disse. Boulos reuniu-se na quarta-feira com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, para cobrar investimentos para a população mais carente, sobretudo no MCMV faixa 1 modalidade “Entidades”, no qual o movimento social fica responsável pelas obras. Depois do aceno do governo, o acampamento com cerca de 350 pessoas foi desmontado.

As contratações do MCMV em todas as modalidades da faixa 1, voltada para os mais carentes, foram suspensas no governo Michel Temer. Segundo o Ministério das Cidades, o corte dos recursos se deu “em função do cenário macroeconômico, que impôs restrições de natureza orçamentária e financeira” ao programa.

Na reunião com o líder do MTST, o ministro prometeu contratar 35 mil unidades neste ano, na modalidade “Entidades”. Até o fim deste mês, o governo deve publicar a portaria com os critérios para a seleção de projetos dos movimentos sociais.

Apesar de o MTST ter desmontado o acampamento depois da negociação com o ministro, o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou ontem, no Facebook, que foi o responsável pela saída dos sem-teto. “Atendendo a nossa solicitação, MTST aceitou deixar as calçadas da Paulista de forma pacífica, sem policiamento e nem enfrentamento. Fui eleito para cuidar da nossa cidade e assim será feito”. O MTST criticou. “Só pode ser brincadeira. Saímos depois da reunião com o ministro. É mentira”, disse Boulos.

No dia 15, o MTST voltará à Paulista junto com as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo para protestar contra a reforma da Previdência.

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