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Críticas de Renan têm respaldo na bancada é o título da nota principal da coluna do Estadão

Antes de jantar com o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), ontem, o presidente Michel Temer havia tentado, na noite anterior, falar com ele três vezes. Renan pediu que a secretária dissesse que não estava. Na terceira ligação, Temer deixou recado o chamando para o jantar. O senador aceitou o convite para não queimar de vez as pontes com o governo que representa. Ele já havia subido o tom ao dizer que Eduardo Cunha está mandando mais que o presidente. Na bancada de seu partido, Renan não está sozinho nas críticas ao Planalto.

» Chega mais. A leitura de Renan Calheiros de que Eduardo Cunha está comandando o governo tem outra interpretação vinda de interlocutores do ex-deputa- do. O Planalto está, na verdade, cooptando os aliados da bomba-relógio Cunha.

» Tô falando. Ex-conselheiro jurídico de Cunha, Gustavo Rocha, subchefe de as- suntos jurídicos da Casa Civil, é hoje um dos nomes mais próximos de Temer.

» Deixa disso. No jantar com Renan Calheiros, Temer pediu que ele atue para acalmar os ânimos no parti- do, a fim de evitar que mais deputados assinem a carta de Carlos Marun, que pede para tirar denunciados da cúpula da legenda.

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