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Sérgio Cabral vira réu pela sexta vez, diz o Estadão

O juiz federal Marcelo Bretas aceitou ontem nova denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-governador do Rio Sérgio Cabral (PMDB). Ele passa a ser réu em seis processos ligados à Operação Lava Jato. A acusação formal, apresentada ontem mesmo, atribui ao ex-governador os crimes de evasão de divisas, lavagem de dinheiro e corrupção passiva.

A denúncia é um desdobramento das Operação Eficiência, que apontou que o esquema do ex-governador teria movimentado US$ 100 milhões no exterior. Segundo a acusação, o peemedebista cobrava 5% de propina em grandes obras do governo do Rio durante sua gestão (2007 a 2014) – o dinheiro era “lavado” no exterior.

Cabral é acusado, especificamente, por crimes envolvendo a movimentação dos recursos ilícitos no exterior, incluindo a evasão de divisas do grupo criminoso por meio de operações dólar-cabo, expediente usado por operadores do mercado negro para remeter recursos ao exterior sem passar pela fiscalização de autoridades bancárias.

Atualmente, o ex-governador está preso preventivamente em Bangu 8, no Rio.

Juca Bala’. Além de Cabral, foram denunciados outros seis investigados, incluindo o doleiro Vinícius Claret, conhecido como “Juca Bala”, e seu sócio Claudio Souza, ambos presos na sexta-feira no Uruguai.

De acordo com o Ministério Público Federal, “diante da grandiosidade do esquema criminoso”, a denúncia “não esgota todos os crimes praticados pelo grupo.” “Os conjuntos de atos de lavagem de dinheiro tinham por objetivo converter os recursos de propina em ativos de aparência lícita e/ou distanciar ainda mais de sua origem ilícita o dinheiro derivado de crimes de corrupção praticados pela organização criminosa.”

O Ministério Público Federal informou que, após a celebração dos acordos de delação de Renato Chebar e Marcelo Chebar – apontados como operadores das contas de Cabral no exterior –, foi possível saber como o ex-governador e a organização criminosa teriam ocultado e lavado dinheiro de origem ilícita.

A reportagem entrou em contato com o escritório que defende Cabral, mas o advogado do peemedebista não respondeu até a conclusão desta edição. As defesas de Vinícius Claret e Cláudio Souza não foram localizadas.

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