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Para Maia, Temer pode se tornar ‘o grande condutor’, diz o Valor

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem que, se tudo o que está sendo projetado no que diz respeito às reformas caminhar de forma correta, o Brasil terá em 2018 condição de ter “uma previsibilidade eleitoral muito maior e Michel Temer como o grande condutor do processo eleitoral”.

“Se tudo o que a gente está projetando caminhar de forma correta, em 2018 teremos condição de ter uma previsibilidade eleitoral muito maior e Michel Temer como o grande condutor do processo eleitoral”, disse. “Com uma economia dando certo, partidos da base estarão unidos, teremos candidatura muito forte, qualquer nome que seja. Se não der certo, teremos pulverização e o risco de algo fora dos padrões ocorrer é muito forte”, disse o presidente da Câmara, que considerou ainda que, se o Estado não tiver reformado, o Brasil entrará em 2018 com o risco do imponderável.

Para Maia, a atual crise econômica mostra que o “excesso de Estado gerou essa crise”. Ele afirmou ser entusiasta das reformas, as quais considerou decisivas para o Brasil, e disse que essa agenda tem seu empenho pessoal. “A gente sabe que não é fácil, mas cabe a cada um de nós cumprir nossa missão”, disse, durante evento da Bloomberg em Brasília.

Maia considerou tímida a proposta de reforma trabalhista encaminhada pelo governo federal e disse que serão necessários avanços. “Acho que há consenso na sociedade de que o excesso de proteção gerou desemprego, insegurança”, disse Maia. “Acho que a Câmara precisa dar um passo além do texto do governo”, afirmou Maia. Questionado sobre as afirmações do deputado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a reforma trabalhista é um avanço e que é prerrogativa do governo decidir avançar nesse tema.

Maia disse ainda que vai se empenhar para fazer um cronograma de votações, começando na semana que vem pela terceirização. Segundo ele, será enfrentada também a discussão da Previdência que, a seu ver, “não tem nada de grave”. “Grave seria agora ser obrigado a cortar salários e a aumentar impostos e isso nós não vamos fazer”, afirmou o deputado, que disse acreditar que a margem para que a proposta de Reforma da Previdência sofra mudança “é muito pequena”. “O que acredito é que a margem que essa proposta tem de mudança é muito pequena”, afirmou. “Se queremos que o Brasil volte a gerar empregos, precisamos entender que o Estado tem de ser reformado”, defendeu.

Para o presidente, se não houvesse um déficit crescente na Previdência, o Brasil não viveria a situação econômica de hoje. “Fora das reformas propostas, sobra pouca alternativa para aqueles que acham que o crescimento é fundamental”, disse Maia, observando que, se a reforma da Previdência for deixada para o futuro, o sistema será insustentável.

“Vamos ter um desafio muito grande num curto espaço de tempo. Se as reformas não forem aprovadas, talvez esse fundo do poço [em que Brasil se encontra] seja teto”, disse.

O presidente da Câmara avaliou que a reforma da Previdência traz temas polêmicos. No entanto, a seu ver, a aposentadoria rural “não tem nada de polêmico”. Ele considerou ainda que a separação de Previdência e assistência é necessária, por mais “que seja dolorosa”. Sobre a regra de transição na Previdência, o presidente da Câmara dos Deputados ponderou que “qualquer ponto de corte será polêmico”. “Temos que entender que qualquer mudança nesse projeto necessita ser compensada de alguma forma. Se o plenário entender que a regra de transição está errada, vai precisar tirar de alguém”, disse.

Questionado sobre a Operação Lava-Jato e o clima no Congresso Nacional, Maia afirmou que o “Brasil está dando uma demonstração de força institucional”. “O governo e o Poder Executivo estão reformando, e o Judiciário está avançando com as investigações”, disse. “Ninguém pode ficar preocupado ou nervoso com a tal lista [em referência à lista de Rodrigo Janot]”, afirmou.

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