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Dólar sobe a R$ 3,171 com dado dos EUA, diz O Globo

O dólar comercial avançou 1,6% ontem, a R$ 3,171, acompanhando o desempenho da moeda no mercado internacional, depois de dado mostrar uma geração de emprego superior à esperada nos EUA. Foi o maior patamar de fechamento em mais de um mês. O mercado de trabalho mais aquecido eleva a pressão pelo aumento de juros no país, que deve subir suas taxas básicas na semana que vem. Globalmente, o dólar avançava 0,4% contra as dez principais divisas do mundo próximo ao fechamento dos mercados no Brasil. A queda das commodities também foi determinante para firmar o dólar no campo positivo.

MEIRELLES NEGA ALTA DE IOF

Os negócios foram movimentados, ainda, por informação de uma fonte anônima dada à Bloomberg, segundo a qual entre as opções que o governo avalia para reforçar sua arrecadação está a elevação do Imposto sobre Operação Financeira (IOF) em transações cambiais. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, negou.

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) caiu 1,56%, aos 64.718 pontos, em sua terceira queda seguida. A Bolsa brasileira costuma cair quando crescem as apostas de alta de juros nos EUA, porque o investimento no Brasil tende a perder um pouco da atratividade quando os títulos americanos passam a pagar mais.

As principais pressões negativas da Bolsa vieram de Petrobras, Vale e os bancos. As ações da petrolífera foram afetadas pela queda do preço do barril de petróleo e pela decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM, órgão que regula o mercado de capitais brasileiro), determinando que a companhia refaça suas demonstrações financeiras de 2013 a 2016, a fim de estornar efeitos contábeis decorrentes da contabilização de hedge. As ações da Petrobras despencaram 6,17% (ON, com voto, a R$ 14,90) e 4,15% (PN, sem voto, a R$ 14,55).

A Vale perdeu 2,59% (ON) e 2,72% (PNA), devido à queda de 2,91% do minério de ferro. O Bradesco caiu 1,7%, enquanto o Banco do Brasil recuou 2,36%, e o Itaú Unibanco, 1,14%.

Só empresas exportadoras subiram, graças à alta do dólar. A Ambev avançou 1,78%, enquanto a Embraer ganhou 2,45%, e a Fibria, 3,54%.

A queda da Bolsa se deu apesar da divulgação de dados positivos sobre a produção industrial brasileira, que interrompeu 34 meses consecutivos de quedas.

Nos EUA, o Dow Jones caiu 0,33%, enquanto o S&P 500 recuou 0,23%. A Nasdaq, porém, teve leve alta, de 0,06%.

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