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Temer pede celeridade para aprovação da reforma no Congresso, diz o Valor

O presidente Michel Temer afirmou ontem, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, que é preciso dar celeridade ao processo de aprovação da reforma da Previdência no Congresso. “É preciso mudar, é urgente que se mude. Isso tudo é para preservar os mais pobres”, disse Temer, que também destacou que as reclamações contra a reforma são dos que têm maior renda, já que a maioria mais pobre terá aposentadoria integral por ganhar o salário mínimo.

Aos integrantes do Conselhão, o presidente pediu ajuda para a incorporação da sociedade às discussões da agenda reformista. Temer destacou a necessidade de se aprovar a reforma da Previdência para estabelecer a recuperação da economia do país.

Em sua fala, Temer disse que o governo não pode ficar inerte às dificuldades enfrentadas pela economia e afirmou que a aprovação das medidas é fundamental para a retomada econômica. “A inércia é que produziu a recessão, da qual já estamos saindo. Responsabilidade fiscal e social andam juntas”.

O presidente afirmou que a equipe econômica teve o cuidado de se propor um Orçamento que considerou os princípios da PEC do Teto de gastos públicos, aprovada no final do ano passado no Congresso. Temer destacou que, diferentemente do que a oposição afirmava, o governo investirá R$ 10 bilhões a mais em educação e saúde.

O pemedebista fez um esforço para tentar descolar o resultado negativo da economia brasileira registrado em 2016 das propostas em debate no Congresso. “Já demos passos importantes, e os resultados começam a aparecer. Vocês veem que na economia as coisas começam a respirar”, disse.

Ao dar posse aos novos ministros das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira Filho, e da Justiça e Segurança Pública, Osmar Serraglio, Temer exaltou a presença em peso de parlamentares à solenidade e disse “com muito prazer” governar em uma espécie de semiparlamentarismo. Ao enumerar as atividades do governo e mencionar as ações do Ministério da Justiça, Temer dirigiu-se a Serraglio e alertou para o “trabalho pesadíssimo” que o espera.

Mais cedo, durante reunião do Conselhão, e também no fim da tarde, Temer voltou a falar da expectativa do governo pelo ajuste das contas e melhora no ambiente econômico. “Estamos deixando a recessão profunda para trás e entrando numa fase de prosperidade”, disse Temer durante abertura da reunião do conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI). “Nessa nova fase, a participação da iniciativa privada será decisiva”, acrescentou.

O reforço do discurso de normalidade da atividade governamental e perspectiva de estabilidade da economia ocorre em meio à expectativa de novo pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o Supremo Tribunal Federal (STF) investigue políticos no âmbito da Operação Lava-Jato, inclusive auxiliares diretos e aliados próximos de Temer.

Coube a Serraglio externar a posição do governo em relação à condução das investigações por Polícia Federal e Ministério Público. O ministro disse desconhecer o conteúdo da chamada nova “lista do Janot” – relação de políticos que podem ser investigados.

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