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Previdência: Temer desqualifica críticas é o título de matéria no Globo

Para presidente, ‘quem reclama é quem, na verdade, ganha muito mais’

O presidente Michel Temer criticou ontem a oposição à reforma da Previdência, que disse ser “às vezes sem nenhuma avaliação técnica”. Em discurso na abertura de reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, Temer pediu apoio do Congresso para a aprovação da proposta e afirmou que quem mais reclama da reforma são os que ganham mais:

— Cerca de 63% dos trabalhadores brasileiros terão aposentadoria integral, porque ganham o salário mínimo. Lamento dizê-lo. Mas o mínimo da Previdência é o salário mínimo. Quem eventualmente pode insurgir-se é um grupo de 27%, 37%. A reforma da Previdência pode eventualmente receber ajustamentos, e quem pode discutir isso e está discutindo isso é o Congresso Nacional. Mas quem reclama é quem, na verdade, ganha muito mais, quem está muito acima desses tetos. Quem tem aposentadoria precoce, quem tem aposentadoria antes da Previdência geral. Nós estamos igualando a aposentadoria do setor público.

Ele atacou os parlamentares oposicionistas, dizendo que os partidos que não fazem parte da base aliada são guiados por interesses políticos. E assegurou que a área social é prioritária.

— Às vezes, interesses políticos sem nenhuma avaliação técnica é que revelam a oposição à reforma — afirmou Temer. — Quando se faz oposição à reforma, tem que se dizer qual a solução.

Pela manhã, o relator da reforma, deputado Arthur Maia (PPS-BA), defendeu as mudanças no regime de aposentadoria dos servidores públicos — previstas na proposta de emenda constitucional (PEC) 287. Ao falar a sindicalistas, ele afirmou que a Previdência não existe para pagar altos salários. Maia também criticou o comportamento da categoria ao atacar publicamente a reforma:

— A Previdência não existe para pagar quem ganha R$ 35 mil, R$ 40 mil. É para quem está no regime geral. Aposentadoria é subsistência, e quem quiser algo melhor que faça algum tipo de poupança. Os funcionários públicos têm salário maior do que os trabalhadores privados. São eles que fazem os discursos mais inflamados na comissão. Mas, quando vão falar comigo, esquecem os trabalhadores e só pensam na vida deles. Há um descompasso entre o que eles falam na comissão e no meu gabinete.

MEIRELLES: SISTEMA GENEROSO

No fim da tarde, foi a vez de o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, defender a reforma. Ele pediu aos deputados do PMDB a aprovação da proposta e disse que a Previdência do Brasil é uma das mais generosas do mundo:

— A Previdência do Brasil é uma das mais generosas. O problema é quem paga. E a tributação do Brasil é uma das maiores do mundo. Já temos hoje que isso (carga tributária) está caminhando para o limite, inclusive para a economia poder crescer.

Ainda defendendo a reforma da Previdência, Meirelles citou o Rio como exemplo do que não fazer com as contas públicas, e alertou que a situação poderia acontecer em todo o Brasil.

Conteudo originalmente postado no Portal :

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