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Inflação da baixa renda tem menor aumento em 7 anos, diz o Valor

Beneficiada por “choque positivo” de alimentos mais baratos, a inflação em 12 meses para famílias de baixa renda mostrou em fevereiro o menor nível em quase sete anos. O Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1 (IPC-C1), que abrange famílias com renda até 2,5 salários mínimos, acumulou alta de 4,11% em 12 meses até fevereiro – menor patamar desde agosto de 2010 (3,99%).

O indicador caiu de 0,54% para 0,07% de janeiro a fevereiro. Para economistas, o resultado pode ajudar a desenvolver sentimento de “bem estar” na população, com possibilidade até de melhora na imagem do governo. Para os especialistas, os alimentos devem prosseguir com preços em baixa este ano e, ao lado da inflação de serviços menos pressionada, devido à recessão, contribuir para nova desaceleração da inflação.

O índice da baixa renda também ficou bem abaixo da inflação geral medida pela FGV por meio do Índice de Preços ao Consumidor – Brasil (IPC-BR). O indicador – para renda de até 33 salários mínimos mensais – foi de 0,31% em fevereiro e de 4,57% em 12 meses.

Seis das oito classes de despesa do IPC-C1 tiveram variações mais baixas em fevereiro que em janeiro, mas a queda foi puxada pelos alimentos, disse André Braz, economista da FGV. O item tem maior peso no orçamento da baixa renda (32,46%, contra 25,84% no IPC-BR). A variação dos alimentos no IPC-C1 caiu de 0,54% para 0,45% entre janeiro e fevereiro.

O atual “choque positivo” provocado por preços em baixa dos alimentos pode ajudar a melhorar o humor do consumidor com o governo, principalmente o mais pobre, avalia o economista-chefe da SulAmérica Investimentos, Newton Rosa. Para ele, é provável que a expectativa de inflação das famílias de menor renda caia de forma mais intensa do que entre as mais ricas devido ao peso maior dos alimentos.

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