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Índice de incerteza é o mais baixo desde maio de 2015, diz o Valor

A redução dos juros e a forte queda da inflação são dois fatores conjunturais que, junto com o encaminhamento da reforma da Previdência, puxaram a redução da incerteza na economia do país, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Os novos desdobramentos da Lava-Jato, contudo, implicando membros do governo e do Congresso, podem reverter esse cenário.

O Indicador de Incerteza (IIE-Br), elaborado pela FGV, caiu 8,5 pontos entre janeiro e fevereiro, passou de 127,3 para 118,8 pontos, o menor nível desde maio de 2015. O indicador, contudo, ainda está 46,7% acima do melhor nível, alcançado em novembro de 2000 (81 pontos), início da série.

“Estamos com o sentimento de que pelo menos na economia há um norte”, afirmou Pedro Costa Ferreira, da FGV. O problema é que existe no horizonte fatores “imponderáveis”, disse o economista responsável pelo índice. A Operação Lava-Jato e a divulgação das delações de executivos da Odebrecht podem contaminar o Congresso e dificultar a reforma da Previdência, diz. “Não conseguir aprovar essa reforma vai gerar muita incerteza, fica quase impossível cumprir o teto dos gastos”, acredita o pesquisador. As questões externas, principalmente as relacionadas ao presidente americano Donald Trump e à eleição presidencial na França, também podem ser foco de instabilidade, disse.

Para ele, a redução da incerteza neste momento pode ter impacto direto na economia real porque favorece o consumo das famílias e o investimento das empresas. Se a perspectiva é que a economia esteja melhor nos próximos meses, a tendência é que as pessoas se sintam mais à vontade para gastar.

Entre os componentes do IIE-Br, o IIE-Br Mídia apresentou redução, de 7,8 pontos, pelo segundo mês consecutivo, retornando ao nível de agosto passado. Esse componente avalia o noticiário. 

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