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Governo tenta desviar o foco da recessão com agenda de reformas é o título de matéria na Folha

No dia em que foram divulgados os dados sobre a retração na economia brasileira em 2016, o governo do presidente Michel Temer trabalhou para desviar o foco da recessão e mostrar que o Planalto ainda tem o apoio do setor empresarial. 

Segundo a Folha apurou, a equipe econômica de Temer avaliou como “horrível e desastroso” o resultado do PIB do ano passado, mas adotou o discurso público, durante reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, de que os dados são reflexo de um “espelho retrovisor” e que o cenário irá melhorar ainda neste ano. 

Durante discurso na abertura da reunião do chamado Conselhão, com representantes da sociedade civil, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) disse que recebeu dados que mostram que o país “já começa a voltar a crescer”.

Temer, por sua vez, evitou tratar do tema e focou sua fala nas reformas previdenciária, trabalhista e tributária.

Sob pressão de grande parte da base aliada no Congresso para alterar a proposta de reforma da Previdência —e sem o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) na linha de frente das articulações—, o presidente adotou um discurso duro contra os partidos de oposição e os críticos às mudanças na aposentadoria.

“A reforma pode ter, eventualmente, ajustamentos, e quem vai discutir isso é o Congresso. Mas quem reclama é quem, na verdade, ganha mais. Quem está acima desses tetos, quem tem aposentadoria precoce”, disse. 

Temer pediu a representantes do mercado financeiro e varejista presentes no encontro no Planalto apoio à proposta e disse que, caso tenham dúvidas ou sugestões de mudanças no texto, enviem à equipe econômica.

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