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Aloysio assume e governo devolve Camex ao Itamaraty, diz o Estadão

No dia da posse do ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, o governo tornou sem efeito o decreto publicado no Diário Oficial de ontem, que transferia a secretaria executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex) do Itamaraty para o Mi- nistério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. A alte- ração havia deixado o novo ministro irritado, como antecipou a Coluna do Estadão.

Aloysio ficou contrariado por- que não foi consultado sobre a mudança, segundo relataram ao Estado pessoas próximas a ele. Em menos de 24 horas, a revogação foi publicada em edição extra do Diário Oficial.

A secretaria executiva da Camex pertencia, antes, ao Ministério da Indústria, mas, no início do governo Michel Temer, foi transferida ao Ministério das Relações Exteriores para dar à pasta um braço forte para tentar impulsionar as exportações brasileiras.

Após tomar posse, em cerimônia no Planalto, Aloysio afirmou que pediu ao presidente uma transição gradual da Camex. “Eu pedi ao presidente e ao ministro Marcos Pereira que dessem um tempo para que pudéssemos fazer uma transição tranquila, uma vez que essa é a decisão do presidente.”

Diplomacia. Ao falar de temas internacionais, o novo ministro das Relações Exteriores disse que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é “uma incógnita” e, por isso, ninguém sabe o que esperar de suas medi- das. “Fico mais com o papa Francisco: ‘Speriamo’”, afirmou o chanceler, usando o verbo em italiano. Em janeiro, o papa pediu prudência nos comentários contrários a Trump, sob o argumento de que era preciso esperar o que vai acontecer.

Aloysio sempre foi crítico à política protecionista adotada por Trump e chegou a dizer, quando era líder do governo no Senado, que o mundo ia “ficar pior” com a eleição de Trump. Ontem, porém, o tucano adotou tom mais moderado. “O fato é que nós temos com os Esta- dos Unidos uma relação que em bom em italiano. Em janeiro, o pa- pa pediu prudência nos comen- tários contrários a Trump, sob o argumento de que era preciso esperar o que vai acontecer.

Aloysio sempre foi crítico à política protecionista adotada por Trump e chegou a dizer, quando era líder do governo no Senado, que o mundo ia “ficar pior” com a eleição de Trump. Ontem, porém, o tucano adotou tom mais moderado. “O fato é que nós temos com os Esta- dos Unidos uma relação que ão é preciso enfatizar sua im- portância. Temos relação no plano de investimentos, interes- se em trocas comerciais, inter- câmbio tecnológico e na área de defesa”, afirmou. “Há um cardá- pio de medidas que precisam ser concretizadas e estamos nos EUA representados por um craque da diplomacia, que é o embaixador Sérgio Amaral.”

Depois de dizer, na semana passada, que queria dar “vida nova” ao Mercosul, o novo titular do Itamaraty declarou que há muitas barreiras “entravando” o comércio no bloco. “É hora de fazer acordos bloco a bloco”, afirmou Aloysio.

Justiça. Também tomou posse ontem o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio (PMDB), em cerimônia que teve a presença de parlamentares investigados na Lava Jato.

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