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Ritmo diminui, mas saques na poupança seguem altos, diz o Estadão

Os saques da caderneta de poupança diminuíram de ritmo no mês passado. Dados do Banco Central mostram que as retiradas superaram os depósitos em R$ 1,67 bilhão em fevereiro. Apesar de continuar no vermelho, a saída de dinheiro cadernetas foi menor que o passado recente. Na comparação com janeiro, a sangria diminuiu 84% e, ante igual mês de 2016, caiu 75%.

Tradicionalmente, os dois primeiros meses do ano não costumam ser favoráveis às captações da poupança. Isso acontece porque boa parte da renda das famílias é direcionada às despesas de início de ano, como o pagamento de matrículas escolares e IPTU. Por isso, muitos poupadores precisam do dinheiro guardado para fechar as contas. Para piorar, o quadro é acentuado diante da recessão e queda da renda dos brasileiros.

Os dados do BC mostram, porém, que a velocidade dos saques parece um pouco mais contida. No bimestre, as contas perderam R$ 12,4 bilhões. O ritmo desses saques caiu 33,5% na comparação com o primeiro bimestre de 2016. A velocidade vista no início deste ano é comparável com o visto no início de 2015 – quando começou o período de mais de dois anos de saques quase ininterruptos. A cifra registrada em 2017 é 5,7% superior ao visto dois anos atrás.

Mesmo com os saques, o saldo total aplicado nas cadernetas cresceu no mês passado e o estoque chegou a R$ 660,65 bilhões. O aumento do patrimônio das cadernetas acontece porque o valor considera o rendimento dos depósitos antigos que receberam R$ 3,75 bilhões em juros e correção monetária.

Fundos. Enquanto as cadernetas perderam recursos em ritmo menos intenso, os fundos de investimento tiveram desempenho positivo. Dados parciais de fevereiro até o dia 24 mostram que a indústria de fundos registrou captação líquida positiva de R$ 20,72 bilhões no período. A captação de recursos foi liderada pelas carteiras de renda fixa que atraíram R$ 10,14 bilhões em novos depósitos, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os fundos de previdência também registraram bom desempenho, com entrada líquida de R$ 3,02 bilhões no mesmo período, e as carteiras multimercados atraíram novos R$ 2,93 bilhões. Na contramão, os fundos cambiais – que seguem a variação das moedas estrangeiras – tiveram saque líquido de R$ 47,7 milhões.

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