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Amigo de Temer, Mariz desiste de ocupar função no governo é o título de matéria na Folha

Convidado pelo presidente Michel Temer, o advogado e criminalista Antonio Mariz de Oliveira desistiu de integrar o governo federal.

Na sexta-feira (3), o amigo do peemedebista havia aceitado chefiar estrutura governamental para coordenar uma reforma do sistema prisional após uma crise que deixou 102 mortos no início do ano.

Em conversa com a Folha, ele havia dito que colaboraria com o presidente e que o formato da estrutura governamental ainda não estava definido

Nesta segunda-feira (6), contudo, ele publicou mensagem nas redes sociais informando que declinou do convite, porque, segundo ele, traria “intransponíveis dificuldades” para seu exercício profissional e para seu escritório de advocacia.

“Sinto-me honrado pelo convite do presidente Michel Temer para fazer parte de seu governo. No entanto, a sua aceitação traria intransponíveis dificuldades para o meu exercício profissional e consequentemente para o escritório. Por tal razão, declino de honrado convite”, disse.

O presidente já contava com a entrada nesta semana do amigo no governo peemedebista e avaliava nomeá-lo para o cargo de assessor especial, recompondo a equipe que sofreu duas perdas recentes.

Em dezembro, o melhor amigo do presidente, José Yunes, deixou o governo após ser citado em delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho.

E, na terça-feira (7), o advogado Rodrigo Rocha Loures deve assumir mandato de deputado federal.

Desde que assumiu o Palácio do Planalto, em maio, Temer tentava encaixar Mariz em sua equipe ministerial.

O presidente chegou a convidá-lo para assumir a Justiça, mas recuou após o criminalista, em entrevista à Folha, ter criticado as delações premiadas e dito que a Polícia Federal deve ter outros focos além do combate à corrupção.

Com a indicação do ex-ministro Alexandre de Moraes para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal), no mês passado, o peemedebista cogitou novamente o nome do criminalista para a Justiça, mas escolheu o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) com receio da repercussão da indicação de Mariz.

Nas palavras de um assessor presidencial, desde que assumiu o governo federal, o presidente tinha uma espécie de “dívida moral” com o amigo por ele não fazer parte da equipe ministerial.

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