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Outros três delatores prestam depoimento é o título de matéria no Estadão

Mais três delatores da Odebrecht serão ouvidos hoje pelo ministro Herman Benjamin na ação que investiga a chapa Dil- ma Rousseff-Michel Temer, reeleita em 2014. O TSE vai tomar depoimentos de Cláudio Melo Filho, Alexandrino Alencar e Hilberto Mascarenhas da Silva Fi- lho. Todos serão ouvidos em Brsília, na sede da Corte Eleitoral.

Na semana passada, o ministro ouviu ex-presidente e herdeiro da empreiteira, Marcelo Odebrecht, e também os ex-executivos Benedicto Júnior e Fernando Reis.

Em anexo de delação premiada tornado público em dezembro, Melo Filho detalha um jantar no Palácio do Jaburu com Temer, Eliseu Padilha (Casa Civil) e Marcelo Odebrecht. Segundo o executivo, o encontro serviu para tratar de doação de R$ 10 milhões ao PMDB na campanha de 2014. Ele falou de um pedido feito diretamente pelo então vice-presidente da República.

Já Marcelo Odebrecht, em depoimento na semana passada, confirmou a reunião, mas disse que Temer não tratou de valores ele se via como uma espécie de embaixador do setor produtivo junto ao poder. É que o pro- curavam, afirmou o empresário. E então ele encaminhava os pleitos, deixando claro que tudo tinha um preço.

O tom das perguntas fez advogados mais atentos acharem que o ministro viu um empresário muito amargurado, que ainda não se conformou com o final da ópera como o está vendo no momento.

O ministro também fez perguntas, digamos, existenciais, para o ex-diretor Benedicto Júnior, um dos depoentes da quinta-feira passada, no Rio de Janeiro. Numa delas quis saber como é que um jovem cheio de gás entra numa empresa daquele tamanho e é i- ciado na cultura de corrupção. O ex-diretor declarou-se prisioneiro do sistema. Até poderia deixar a empresa, disse, mas não tinha como evitar aquela cultura. Já vinha, segundo ele, desde o dr. Norberto (avô de Marcelo).

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