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Disputa em licitação deixa incerto fim das obras no rio São Francisco, diz o Valor

Uma licitação crucial para levar as águas do projeto de transposição do rio São Francisco ao Ceará e ao Rio Grande do Norte está com desfecho incerto. O consórcio que fez a melhor proposta financeira para executar as obras remanescentes no eixo norte do projeto deve ser desclassificado pelo Ministério da Integração Nacional por descumprimento de um item exigido no edital e pretende recorrer em todas as instâncias.

A abertura de uma disputa administrativa e judicial em torno da concorrência pode comprometer o cronograma desejado pelo governo. O plano era levar as águas do São Francisco ao reservatório de Jati (CE) em agosto e ajudar no abastecimento da região metropolitana de Fortaleza, que vive uma grave crise hídrica.

Um consórcio formado pelas construtoras Passarelli, Construcap e PB Construções ofereceu 23% de deságio e desbancou outros seis concorrentes na licitação. O orçamento de referência chegava a R$ 574,3 milhões, mas o grupo se dispôs a executar os serviços por R$ 442,1 milhões.

Implicada na Lava-Jato e em recuperação judicial, a empreiteira Mendes Júnior abandonou os canteiros em um dos três trechos do eixo norte na reta final de construção. O governo se viu forçado a sair em busca de substitutos para a conclusão das obras.

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