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Temer quer acareação entre Yunes e Funarol, diz O Globo

Presidente busca estratégias para se descolar da crise de Eliseu Padilha


O presidente Michel Temer passou o dia de ontem em São Paulo aconselhando-se com assessores informais do governo. Apesar de avaliar que sua condição é confortável, Temer quer tirar de si a pressão em relação à acusação de que o ministro licenciado da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu dinheiro de propina da empreiteira Odebrecht para custear a campanha do PMDB.

Com os auxiliares, Temer estuda duas ações para se desvencilhar do constrangimento. A primeira é estimular uma acareação entre seu ex-assessor e amigo José Yunes e o doleiro Lúcio Funaro. Yunes afirma ter sido um intermediário entre um envelope enviado de Funaro a Padilha. O envelope estaria recheado com dinheiro de propina da empreiteira. Yunes nega que soubesse o teor do conteúdo. Funaro ameaçou processá-lo por calúnia. Para Temer, o ideal é que Yunes se submeta à acareação rapidamente para tirar o assunto do foco.

A segunda ação é fazer com que o próprio Padilha pronuncie-se sobre o caso e atraia para si qualquer ônus pelo escândalo tão logo tenha condições de saúde para fazê-lo. O ministro se submeteu a uma cirurgia de próstata e deverá ficar afastado de suas funções por mais uma semana. Para Temer, se essa tensão for debelada com sucesso, terá campo aberto para fazer passar a reforma da Previdência no Congresso, sem se dobrar aos apelos de cargos e barganhas de aliados, especialmente no Senado.


ASSESSORIA OU COMITÊ


Ainda na estratégia de se fortalecer no Planalto em assuntos sensíveis para o governo, Temer esteve ontem com o advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira para discutir uma maneira de viabilizá-lo oficialmente como seu auxiliar, sem que ele tenha que deixar seu escritório e a condução da defesa de réus da Lava-Jato. Entre as ideias, está a criação de uma assessoria ou de um comitê sobre o sistema prisional a ser comandado por Mariz.

— Ainda não temos uma fórmula acabada, mas chegaremos a ela dentro dos próximos dez dias — afirmou Mariz.

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