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“ESTIVE MESMO COM O YUNES” é o título de box na Veja com Lúcio Funaro

Na edição passada, VEJA publicou as revelações feitas pelo advogado José Yunes. Amigo e ex-assessor do presidente Michel Temer, ele contou que, em setembro de 2014, a pedido de Eliseu Padilha, ministro-chefe da Casa Civil, recebeu em seu escritório o operador Lúcio Funaro, que lhe entregou um misterioso “pacote”. 0 advogado disse que não sabia o que havia dentro dele. Suspeita-se que era parte do dinheiro doado clandestinamente pela Ode-brecht ao PMDB. Em entrevista a VEJA, respondida por escrito, Funaro, que está preso em Brasília há oito meses, limitou-se a confirmar o encontro. Sua entrevista:

O senhor esteve no escritório do advo-gado José Yunes em meados de 2014? Estive mesmo com o Yunes.

Yunes diz que o senhor entregou um pacote. Era dinheiro? Os motivos quem tem de esclarecer é o senhor José Yunes.

José Yunes disse ter ouvido que o senhor estaria ajudando a financiar 140 deputados na campanha de Eduardo Cunha à presidência da Câmara. Qualquer afirmação do senhor José Yunes não merece nenhuma credibilidade. Primeiro, porque sua versão sobre o recebimento de um envelope com 4 milhões de reais mais se assemelha a um conto da carochinha. Quanto à afirmação de que participei do financiamento de campanha de 140 deputados, trata-se de mais um devaneio do mesmo.

O senhor conhece o ministro Eliseu Padilha, já se reuniu ou já falou pessoalmente com ele? Não conheço e nunca estive em nenhuma reunião com o mesmo.

O presidente Michel Temer diz que nunca falou com o senhor. Já estive com ele, já falei, mas não me lembro do contexto.

O que o senhor quis dizer quando enviou uma mensagem a Fábio Cleto, ex-diretor da Caixa, na qual afirma: “Vou f… ele (o ex-ministro Geddel Vieira Lima) com o Michel”? Não posso responder a essa questão, pois minha defesa vai solicitar perícia nos aparelhos encontrados durante as operações de busca e apreensão, com o intuito de verificar a autenticidade dos diálogos.

0 senhor também é acusado de ser operador do ex-deputado Eduardo Cunha. Não sou e nunca fui operador de ninguém. Os negócios que tive com empresas do ex-deputado Eduardo Cunha são os que constam nos inquéritos, estritamente dentro da lei. Fora isso, não tenho mais nenhum negócio com Eduardo Cunha.

O senhor cogita fazer um acordo de delação premiada caso o seu habeas-corpus seja indeferido? Não. Não cogito.

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