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STF investiga ministro por lavagem de dinheiro, diz o Valor

Anunciado como o novo ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes (PSDB-SP) aumenta a lista de investigados no alto escalão do governo de Michel Temer. Nunes é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) que apura se ele cometeu os crimes de falsidade ideológica eleitoral e lavagem de dinheiro.

O inquérito foi aberto em setembro de 2015 pelo decano da Corte, ministro Celso de Mello, após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. As investigações têm como base as informações reveladas pelo sócio majoritário da construtora UTC, Ricardo Pessoa, em seu acordo de delação premiada.

No pedido da PGR, Janot afirma que, apesar de o testemunho de Pessoa estar relacionado à Operação Lava-Jato, os “fatos criminosos” supostamente cometidos por Aloysio não estão ligados às fraudes na Petrobras.

Segundo a delação de Pessoa, Aloysio recebeu da UTC R$ 300 mil de forma oficial e outros R$ 200 mil de caixa dois durante sua campanha ao Senado, em 2010 propina paga para favorecer contratos entre a empreiteira e a estatal. Ele nega ter cometido qualquer irregularidade.

“O colaborador deixou bastante expresso [com alguma riqueza de detalhes suficientes para a instauração formal de inquérito] que houve solicitação e pagamento de doações em ‘dinheiro’ [sem contabilização], com ulterior possível ocultação”, escreveu o procurador-geral. O delator disse, ainda, que Aloysio Nunes estava presente em reuniões e que assentiu na solicitação de propina por meio de representantes.

Celso de Mello afirmou “que nenhuma condenação penal poderá ter por único fundamento as declarações do agente colaborador”, mas que os fatos narrados por Ricardo Pessoa “tornam indispensável o aprofundamento da investigação”. O inquérito tramita em sigilo.

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