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Possível alta de juros nos EUA faz dólar subir 1,7%, diz o Estadão

O dólar à vista fechou ontem com alta de 1,74%, encerrando o dia cotado a R$ 3,1475, no maior patamar em um mês, acompanhando a valorização da moeda norte-americana sobre outras divisas no exterior. A subida se deu em meio às apostas de que o Federal Reserve, o banco central americano, poderá elevar os juros em breve.

Na máxima da sessão, o dólar marcou R$ 3,1540. Já o dólar futuro registrou, para abril, alta de 2,09% na sessão de ontem.

Nos últimos dias, dirigentes do Fed deram declarações sinalizando que a autoridade monetária pode elevar as taxas de juros do país neste mês. Segundo a ferramenta FedWatch do CME Group, as apostas indicavam chances de o Fed elevar os juros em 0,25 ponto porcentual em sua próxima reunião, nos dias 14 e 15 de março.

Existe um ambiente para uma elevação da taxa de juros nos EUA e o mercado todo está de olho no discurso da presidente do Fed, Janet Yellen”, avalia Ricardo Gomes da Silva, da Correparti Corretora. “As falas recentes de Donald Trump, o petróleo caindo e a Operação Lava Jato ajudaram a dar uma estressada no mercado.”

Uma elevação dos juros pode atrair à maior economia do mundo recursos que hoje estão aplicados em outros mercados financeiros, como o Brasil, pressionando as cotações do dólar.

No exterior, o dólar subia ante uma cesta de moedas, o iene e outras divisas de países emergentes, como o peso mexicano e o rand sul-africano.

Bolsa. Depois de um dia de euforia e recordes, o cenário externo pesou negativamente sobre o mercado brasileiro de ações. No pregão de ontem, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o dia em baixa de 1,69%, aos 65.854,93 pontos.

A onda de perdas atingiu com mais intensidade papéis ligados a commodities, que acompanharam oscilações de matérias-primas e índices setoriais internacionais.

Produção de petróleo tem alta de 14,2% em janeiro

A produção nacional de petróleo caiu 1,6% em janeiro, na comparação com dezembro, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP). Ao todo, foram produzidos, em média, 2,687 milhões de barris diários no mês, o que representa crescimento de 14,2% em relação a janeiro de 2016.

A produção de gás natural totalizou 109,9 milhões de metros cúbicos diários em janeiro, queda de 1,6% em relação a dezembro. Na comparação anual, houve aumento de 13,1%. O aproveitamento de gás natural em janeiro alcançou 96,1%. A queima do energético totalizou 4,3 milhões de metros cúbicos diários, uma redução de 1,5% na comparação com dezembro e um aumento de 30,8% em relação ao primeiro mês de 2016.

Com isso, a produção total de óleo e gás, caiu 1,6% ante dezembro, para 3,378 milhões de barris de óleo equivalente por dia (BOE/dia). Frente a janeiro do ano passado, houve alta de 13,9%.

Com relação ao pré-sal, a produção de petróleo e gás natural em janeiro alcançou 1,588 milhão de BOE diários, novo recorde mensal e volume 1,08% maior que o registrado em dezembro. Com relação a igual período de 2016, houve um crescimento de 54%. A produção específica de petróleo no pré-sal alcançou 1,276 milhão de barris diários. A de gás natural foi de 49,5 milhões de metros cúbicos diários.

Os campos operados pela Petrobras responderam por 94,2% de todo o petróleo e gás natural produzidos em janeiro. A estatal é seguida pela norueguesa Statoil (3%) e a anglo-holandesa Shell (2%).

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