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Moro condena Delúbio Soares a 5 anos de prisão, diz o Estadão

O juiz federal Sérgio Moro condenou o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares e os empresários Ronan Maria Pinto e Enivaldo Quadrado a 5 anos de prisão por lavagem de dinheiro. Os três são acusados de lavagem de R$ 6 milhões de um empréstimo fraudulento feito junto ao Banco Schahin em favor do PT.

Delúbio já foi condenado no caso do mensalão a 6 anos e 8 meses de prisão por corrupção ativa.

Moro fixou o valor mínimo para a reparação de danos a ser revertido para a Petrobrás em R$ 61.846.440,07, “a ser corrigido monetariamente e acrescido de juros até o pagamento”.

Foi condenado ainda o economista Luiz Carlos Casante, a 4 anos e 6 meses de reclusão, também por lavagem de dinheiro. Moro impôs pena de reclusão de 4 anos ao empresário Natalino Bertin, mas declarou “prescrita a pretensão punitiva”.

O juiz também determinou a interdição de Delúbio Soares, Enivaldo Quadrado, Luiz Carlos Casante e Ronan Maria Pinto para o exercício de cargo ou função pública ou de diretor, membro de conselho ou de gerência de pessoas jurídicas pelo dobro do tempo da pena privativa de liberdade.

Foram absolvidos o empresário Oswaldo Rodrigues Vieira Filho, o ex-empresário Marcos Valério Fernandes de Souza, operador do esquema do mensalão, o executivo Sandro Tordin e o jornalista Breno Altman da “imputação de crime de lavagem de dinheiro por falta de prova suficiente para a condenação”.

Empréstimo. Ronan é dono do jornal Diário do Grande ABC, de Santo André (SP). A Operação Lava Jato suspeita que ele comprou a publicação com R$ 6 milhões que teria recebido via José Carlos Bumlai, pecuarista amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que foi preso em 24 de novembro de 2015.

Bumlai tomou empréstimo supostamente fraudulento de R$ 12 milhões do Banco Schahin, em outubro de 2004. Ele afirmou a Moro que o dinheiro foi destinado ao PT.
Ronan foi preso na Operação

Carbono 14, um dos desdobramentos da Lava Jato, em 1.o de abril do ano passado. Em setembro, o empresário foi solto com a obrigação de usar tornozeleira eletrônica, por determinação do Tribunal Regional Federal da 4.a Região (TRF4), que reformou ordem de prisão preventiva do juiz Sérgio Moro.

Além da tornozeleira, o tribunal impôs a Ronan o pagamento de fiança de R$ 1 milhão.

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