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Depoimento de Odebrecht agrava situação de Padilha, diz o Estadão

O depoimento de Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) envolvendo Eliseu Padilha em tratativas para repasse de recursos para a campanha eleitoral de 2014 complicou ainda mais a situação do ministro-chefe da Casa Civil, que está de licença médica.

A permanência do peemedebista no governo é considerada incerta, apesar de assessores afirmarem que o ministro volta ao cargo na segunda semana de março. Padilha já enfrentava desgaste após o depoimento espontâneo do amigo e ex-assessor especial do presidente Michel Temer, o advogado José Yunes, ao Ministério Público Federal. O advogado afirmou ter servido de “mula involuntária” do ministro ao receber, em 2014, um “pacote” do lobista Lúcio Funaro, investigado pela Lava Jato.

A pressão no Planalto pela saída do chefe da Casa Civil aumentou e o nome do atual presidente da Petrobrás, Pedro Parente, passou a ser cogitado.

Padilha é o fiador da reforma da Previdência e tem papel importante na articulação política com o Congresso.

Sua ausência agravou o isolamento do presidente, que já perdeu auxiliares próximos como o ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima e o próprio Yunes, além do atual líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR).

Na busca por novos conselheiros, Temer embarcou ontem para São Paulo, onde se reuniu com o criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira. O presidente vai insistir para que ele aceite um cargo e o ajude na condução política do governo.

Ontem, o presidente foi submetido a mais um constrangimento. O deputado cassado Eduardo Cunha formulou 19 perguntas a serem respondidas por Temer como testemunha de defesa na ação que investiga a liberação de recursos do FI-FGTS por meio de pagamento de propina. Temer pretende respondê-las.

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