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Novos depoimentos podem atrasar ação, diz O Globo

Aos colegas do TSE, o ministro Herman Benjamin tem sido claro: quer liberar para julgamento, até meados de abril, o processo que pede a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer. Mas a inclusão de depoimentos de cinco executivos da Odebrecht, já na reta final das investigações, pode frustrar esse plano. Se a defesa de Temer quiser, poderá pedir novas diligências com base nos interrogatórios. Caso o relator negue o pedido, os advogados ainda poderão recorrer ao plenário do tribunal. Mesmo que o eventual pedido seja negado ao final, só essa movimentação já teria potencial para arrastar a conclusão do processo para além de abril.

A defesa poderá pedir, por exemplo, novos depoimentos para confirmar a versão dos executivos da Odebrecht. Ou, ainda, a apresentação de documentos e perícias em provas eventualmente utilizadas pelos depoentes.

Se o processo não estiver pronto até meados de abril, a formação do TSE que julgará o caso já não será mais a mesma. O ministro Henrique Neves deixa o tribunal em 16 de abril. No lugar dele, vai entrar um dos integrantes da lista tríplice aprovada na semana passada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O substituto será escolhido por Temer. O mais provável é que seja Admar Gonzaga, que já é ministro substituto do TSE e foi o mais votado da lista.

Se o julgamento se arrastar ainda mais, outra cadeira será substituída. O mandato da ministra Luciana Lóssio termina em 5 de maio, podendo influenciar no resultado do julgamento. No meio jurídico, ela é vista como aliada de Dilma. O nome que a substituirá ainda não é conhecido. O mandato do próprio relator termina em outubro — no entanto, ele poderá ser reconduzido ao cargo.

Nem mesmo os ministros do TSE acreditam na possibilidade de julgamento ainda em abril, como tem afirmado o relator.

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