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Para evitar descontrole da base, Temer delega articulação a André Moura mesmo após demissão, diz série de notas no Painel da Folha

Quarta-feira de Cinzas 

Em meio a uma das fases mais agudas da crise política, Michel Temer decidiu atribuir a André Moura, mesmo demitido da liderança do governo, tarefas da articulação política para estancar uma possível sangria de votos na tramitação de suas reformas na Câmara. O Planalto avalia que o deputado acumulou experiência e dialoga com uma ala do centrão que não é a mesma de Aguinaldo Ribeiro, novo líder. Moura será recebido no Planalto logo após o Carnaval para acertar os ponteiros.

Todos por um Um ministro resume assim a estrutura da articulação com o Congresso: “Não importa se é ligado a A, B ou C. O que precisa é ter funcionalidade”.

Teus sinais A Procuradoria da Câmara, oferecida como espaço a André Moura, foi também um gesto do PMDB em direção à pacificação: ela estava prometida ao deputado Carlos Marun, presidente da comissão da Previdência.

Mudou? O Planalto estranha a grita de Fábio Ramalho, vice-presidente da Câmara, contra a falta de mineiros na Esplanada. Auxiliares do presidente dizem que o próprio deputado colocou empecilhos à ida de Rodrigo Pacheco para o Ministério da Justiça.

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