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Desgaste de Padilha preocupa governo é a manchete do Globo

Citado por amigo de Temer, ele ficará licenciado pelo menos até dia 6

Citado pelo advogado José Yunes, amigo do presidente Temer, como destinatário de envelope que, segundo delator da Odebrecht, continha dinheiro de propina, o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, deverá ter a licença médica estendida. A ausência do ministro nas negociações de reformas importantes com o Congresso, como a da Previdência, preocupa a equipe econômica do governo. Padilha é visto como a “voz forte” do Planalto na condução dos projetos. A Procuradoria-Geral da República deve pedir a abertura de inquérito contra o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, para investigar as declarações do advogado José Yunes, amigo pessoal de Temer e ex-assessor especial da Presidência. O pedido deve ser enviado pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal depois do carnaval, segundo informou o “Jornal Nacional”.

O inquérito também deve apurar as citações ao ministro na delação premiada de executivos da Odebrecht. No acordo de colaboração de Cláudio Melo Filho, ex-vice-presidente de relações institucionais do Grupo Odebrecht, Padilha é apontado como destinatário de R$ 4 milhões. O dinheiro teria sido entregue a José Yunes, em São Paulo, após pedido de Michel Temer a Marcelo Odebrecht, em reunião no Palácio do Jaburu, em maio de 2014.

Padilha está licenciado do ministério para tratar de problemas de saúde. Ele deverá se submeter a uma cirurgia de próstata na próxima segunda-feira no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Padilha será operado por um médico particular de sua confiança.

O peemedebista chegou ontem à capital gaúcha e já realizou os exames pré-operatórios. Os relatos são de que ele está calmo. Padilha não fez aparições públicas desde que desembarcou em Porto Alegre, onde costuma ter uma rotina reservada.

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