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Renan afirma que não ‘vê’ suspeito há 25 anos é o título de pequena matéria no Estadão

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou ontem que não vê o lobista Jorge Luz, alvo de mandado de prisão preventiva na 38.a fase da Operação Lava Jato, há 25 anos. Luz é apontado por delatores como operador de propinas para o PMDB no Senado no esquema de corrupção da Petrobrás.

Inicialmente, Renan havia afirmado, por meio de outra nota, que não via o lobista há dez anos, mas em seguida retificou a informação. “Embora conheça a pessoa mencionada no noticiário, não o vê há 25 anos e que não possui nenhum operador.”

No texto, Renan “reafirma que a chance de se encontrar qualquer irregularidade em suas contas pessoais ou eleitorais é igual a zero”. “O senador reitera ainda que todas as suas relações com empresas, diretores ou outros investigados não ultrapassaram os limites institucionais”, completa.

Também em nota, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (RR), afirmou “que os envolvidos nesta operação não tem relação com o partido e nunca foram autorizados a falar em nome do PMDB”.

Voos. A defesa de Jorge e Bruno Luz informou, em nota, que os supostos operadores ligados ao PMDB, que estão em viagem aos Estados Unidos e são dados como foragidos internacionais, afirmaram que “irão se apresentar no menor espaço de tempo possível para dar cumprimento aos mandados de prisão expedidos, antecipando seus voos de regresso ao País, buscando junto às companhias áreas que já possuem passagens vagas nos próximos voos”.

Bruno deixou o Brasil no dia 16 de agosto do ano passado e seu pai, Jorge, no último dia 11 de janeiro.

Segundo a defesa, foram anexadas aos autos do processo as passagens aéreas que demonstram que pai e filho possuíam datas de regresso ao Brasil já agendadas.

O que indica a inexistência de qualquer intenção de se furtar à aplicação da lei penal, muito menos de se evadir do País em caráter definitivo, o que nos leva a concluir que não podem estar foragidos, tanto é assim que até mesmo a cota Ministerial que promoveu o pedido de prisão indica as datas de saída de Jorge e Bruno, muito antes de qualquer decisão judicial que lhes impedisse de ir e vir”, diz nota assinada pelos criminalistas Gustavo Alves Pinto Teixeira e Rafael Cunha Kullmann.

Aliás, é de se dizer que todos os passos e movimentos dos peticionários eram de ciências das autoridades, veja-se que a defesa em 4 de agosto de 2015 informou à Polícia Federal os motivos da estadia temporária de Bruno Luz no exterior, indicando prazo de permanência e telefone a ser contatado, caso necessário fosse”, afirma outro trecho do texto.

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