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Procura-se um gentleman, decona da propina é chamada na capa do Valor

Um gentleman, refinado e agradável. Assim é descrito por um ex-empregado Jorge Antonio da Silva Luz, alvo da Operação Blackout, 38ª fase da Lava-Jato, deflagrada ontem. Ele e seu filho Bruno Luz são considerados os maiores operadores de propina da Petrobras, responsáveis por viabilizar o recebimento de mais de US$ 40 milhões por senadores do PMDB e servidores públicos nos últimos dez anos, segundo procuradores em Curitiba. Eles tiveram prisão decretada, mas estão foragidos e foram incluídos na lista de procurados no exterior pela Interpol.

O lobista Jorge Luz é uma espécie de “decano da propina” em estatais. Desde 2014 a Lava-Jato reúne documentos e relatos de delatores sobre sua atuação. Ulysses Bayão, engenheiro que trabalhou para ele nos anos 80, afirma que Luz começou a atuar como lobista no governo Figueiredo (1979/85), em suposto desvio de recursos que beneficiava governadores, principalmente do Norte e Nordeste. Segundo delatores da Lava-Jato, ele se relacionava com os senadores Renan Calheiros e Jader Barbalho, com o ex-deputado Eduardo Cunha e o ex-ministro Silas Rondeau, aliado de José Sarney.

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