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Sob Temer, Petrobras corta 100% do patrocínio ao Carnaval, diz a Folha

Pela primeira vez em uma década, a Petrobras não investirá um centavo no patrocínio do Carnaval.

A medida foi tomada pela nova gestão da estatal, substituída no ano passado com a ascensão de Michel Temer (PMDB) à Presidência de República.

No centro de escândalos de corrupção investigados pela Operação Lava Jato e acumulando prejuízos bilionários, a Petrobras já vinha reduzindo o valor destinado ao patrocínio do Carnaval nos últimos dois anos.

“É um parceiro importante, que vai fazer falta. Vamos ter que nos reinventar para desfilar com menos recursos”, diz João Jorge Rodrigues, presidente do Olodum.

O bloco afro, conhecido internacionalmente por ter gravado com artistas como Michael Jackson e Paul Simon, até o momento firmou parcerias com a Caixa Econômica Federal e a companhia aérea Air Europa.

A entidade não revela o valor do patrocínio, mas diz que o valor arrecadado é 60% menor do que no ano passado.

Artistas independentes como, que desfilam para o folião que não paga pelos abadás, também perderam o apoio financeiro da estatal nos últimos anos.

O cantor Luiz Caldas, considerado pai da axé music, deixou de ter seu trio patrocinado pela Petrobras desde 2015.

Já Armandinho Macedo, que desfila com a réplica do primeiro trio elétrico, a Fobica, deixou de receber o apoio da estatal no ano passado.

“A falta de apoio prejudica esse lado mais cultural do Carnaval como forma de manifestação povo. Espero que a empresa melhore e volte a olhar por nós”, diz Macedo.

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