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Reforma da Previdência parece que terá mais dificuldade do que o governo espera, diz série de notas na Monica Bergamo

BOLA DIVIDIDA
Movimentos que apoiaram o impeachment e têm simpatia pelas medidas econômicas de Michel Temer já fizeram alerta ao governo: a reforma da Previdência está sendo massacrada mesmo entre aqueles que tenderiam a dar suporte aos ajustes.

CRUEL
Rogério Chequer, porta-voz do Vem pra Rua, é um dos que já fizeram o alerta. Ele conta que postou um vídeo, ao vivo, nas redes sociais defendendo mudanças na Previdência. Nunca recebeu tantas críticas de seus próprios simpatizantes, que chegaram a chamar a proposta de ato de “crueldade”. A página do movimento tem 1,5 milhão de seguidores.

O OUTRO
A conclusão de Chequer, que continuará defendendo mudanças: todos apoiam reformas, mas ninguém quer mexer no próprio bolso nem abrir mão do que já usufrui. A base do movimento Vem pra Rua, segundo ele, é de pessoas entre 40 e 50 anos, a maioria homens.

PEDREIRA
Os alertas, tanto de movimentos quanto de deputados, acenderam o sinal amarelo no governo. Antes confiante, parte da equipe de Temer começa a perceber que a reforma da Previdência vai ser ainda mais difícil de passar no Congresso, sem alterações, do que já se imaginava.

GOLEADA
Pesquisa feita na Câmara em dezembro mostrou que menos de dez deputados se animaram a defender a reforma da Previdência, contra meia centena que fez ataques ferozes à proposta.

SERPENTINA
O ministro Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) tirou folga de uma semana. Só deve voltar a Brasília depois do Carnaval.

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