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Preço garante bom resultado para Vale, diz o Valor

O aumento dos preços de minério de ferro, níquel e cobre, a produção maior e o crescimento do volume vendido devem garantir à Vale um forte resultado no balanço do quarto trimestre de 2016. A mineradora divulga amanhã, antes da abertura do mercado, o resultado do quarto trimestre e do ano passado e levantamento feito pelo Valor com base na média das projeções de oito bancos e corretoras aponta para uma média de projeções de US$ 9,06 bilhões para a receita de vendas, 53,8% a mais que no quarto trimestre de 2015.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ficou, na média das oito instituições, em US$ 4,48 bilhões, aumento de 222% sobre o período outubro-dezembro de 2015. Os bancos projetam lucro líquido, na média, de US$ 1,91 bilhão no quatro trimestre de 2016, revertendo um prejuízo de US$ 8,5 bilhões no quatro trimestre de 2015.

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Os resultados serão impulsionados pelos maiores preços do minério de ferro e dos metais (níquel e cobre). Só o minério de ferro, principal produto da companhia, registrou preço médio de US$ 70 por tonelada no quarto trimestre de 2016 no mercado à vista da China, o maior consumidor mundial da commodity. Na média do ano, o preço médio do minério de ferro foi de US$ 58 por tonelada.

Em relatório, Thiago Lofiego, do Bradesco BBI, afirma que a Vale deve reportar o maior Ebitda trimestral desde o quarto trimestre de 2013, quando o Ebitda foi de US$ 6,6 bilhões e os preços médios do minério de ferro ficaram em US$ 135 por tonelada. Agora o Bradesco BBI projeta Ebitda de US$ 4,5 bilhões para a Vale no quarto trimestre. O número exclui o Ebitda da unidade de fertilizantes, que foi vendida. A receita de vendas estimada pelo Bradesco é de US$ 8,8 bilhões e o lucro líquido da Vale, de outubro a dezembro, foi estimado em US$ 1,29 bilhão.

Segundo o Bradesco, a chave para os bons resultados foram melhores preços das commodities, com alta de 20% no minério de ferro, em relação ao terceiro trimestre; aumento de 5,5% do níquel e de 10% no cobre, sempre em relação ao terceiro trimestre de 2015.

O resultado também será garantido por um volume recorde de produção de minério de ferro no quarto trimestre. É esperado, porém, um aumento nos custos da mineradora. No caso do minério de ferro, o aumento será determinado por maiores custos nos fretes marítimos devido à alta no combustível de navegação, além de maiores custos administrativos.

A corretora Itaú BBA previu lucro líquido de US$ 1,4 bilhão para a Vale no quarto trimestre, resultado negativamente afetado pelo impacto não caixa de uma baixa contábil na unidade de fertilizantes. A Vale anunciou no dia 6 deste mês que espera-se uma baixa contábil de US$ 1,2 bilhão devido ao acordo de venda de ativos de fertilizantes anunciado em dezembro.

A corretora projetou ainda receita líquida de vendas de US$ 9,1 bilhões e Ebitda de US$ 4,5 bilhões. O Itaú BBA também prevê que o volume de vendas de minério de ferro alcance 95 milhões de toneladas no quarto trimestre, uma alta de 11,4% em relação ao quarto trimestre do ano passado. O banco projeta que os preços realizados para os finos de minério de ferro da companhia alcancem US$ 66,2 por tonelada, na comparação com US$ 50,9 por tonelada no terceiro trimestre de 2016, em função do aumento de 20% do preço spot do minério de ferro no período.

Rodolfo Angele, do J. P. Morgan, afirmou, em relatório, que os melhores preços se combinaram com volumes de produção e vendas mais fortes, o que deve levar a um forte resultado para a companhia no quarto trimestre. O J. P. Morgan previu receita de vendas de US$ 8,8 bilhões, Ebitda de US$ 4,1 bilhões e lucro líquido de US$ 1,65 bilhão.

Os demais bancos que formam o consenso feito pelo Valor são Citi, Santander, Scotiabank e Morgan Stanley e BTG Pactual.

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