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Planejamento destaca efeito de redução da dívida, diz o Valor

Ao tratar da queda do investimento das estatais federais nos últimos três anos, o Ministério do Planejamento diz que o movimento acompanhou o processo de redução do endividamento e a “adequação dos planos de negócios dessas empresas ao cenário econômico nacional e internacional”. A assessoria da pasta nota que os investimentos dessas empresas mostraram “crescimento constante” até 2013. Depois disso, houve “sucessivas reduções” do volume investido, com destaque para os grupos Petrobras e Eletrobras.

Em 2013, as estatais do setor produtivo investiram R$ 110,1 bilhões, ou 2,07% do PIB. Em 2016, o total caiu para R$ 53,9 bilhões, 0,86% do PIB. Segundo o Ministério do Planejamento, “a redução nos investimentos pode ser, de um modo geral, relacionada ao novo ambiente de negócios e a concentração das empresas em atividades mais rentáveis”, ligadas aos seus negócios principais.

O ministério relaciona a queda de investimentos à “reestruturação de ativos”, para aumentar a rentabilidade. Além disso, diz a pasta, também há restrições “na oferta de financiamentos para custear investimentos de longo prazo”. Por fim, o Planejamento cita a “necessidade de forte ajuste fiscal no governo federal”, o que reduz “a possibilidade de aportes da União para financiamento de novos projetos”.

No caso das estatais do setor produtivo, a Petrobras responde por uma fatia de cerca de 90% do total investido. Em 2010, a parcela chegou a 91,5%; em 2015, caiu para 88,3%, percentual próximo aos 88,7% do ano passado.

O grosso do investimento da Petrobras é feito dentro do país. Em 2016, 85,3% dos gastos de capital da companhia foram feitos no Brasil, enquanto 14,7% ocorreram no exterior. Em 2015, a fatia do que se investiu no país foi um pouco maior, atingindo 86,8%.

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