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Perguntas do público para Moraes vão de plágio a religiosidade

O povo quer saber: Alexandre de Moraes conseguirá, eventualmente, julgar ações da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), tendo em vista que alguns de seus ex-colegas de Esplanada dos Ministérios são investigados?

Por essa linha seguiram as questões sobre a operação, inscritas no site do Senado para a sabatina que escrutinou na terça-feira (21) o indicado do presidente Michel Temer à corte.

Foram registradas 1.600 perguntas e comentários até as 19h –o formulário permaneceria aberto até o final da sessão.

As interações públicas poderiam ser pinçadas pelos senadores da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) que sabatinavam o indicado de Temer –o que ocorreu em algumas ocasiões.

Logo no começo, o relator Eduardo Braga (PMDB-AM) listou questões que a página recebeu sobre suposta relação de Moraes com o PCC (Primeiro Comando da Capital).

Moraes advogou para a Transcooper, cooperativa de transporte que foi acusada de ter laços com a facção.

O mesmo ocorreu com perguntas sobre a atuação de sua mulher como advogada, a suspeita de plágio em um de seus livros mais conhecidos e o que pensa sobre a legalização das drogas.

No meio da sabatina, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) também citaria dúvidas dos internautas.

SEM RESPOSTA

Algumas questões ficaram sem resposta.

Como a de Alvaro Monteiro de Castro Abreu, do Rio, que inscreveu 14 dúvidas ao sabatinado: “O que foi tratado com Vossa Excelência em jantar em barco na noite de 10 de fevereiro? Sucintamente, poderia dar todos os tópicos tratados?”.

Ele se referia ao encontro de Moraes com um grupo de senadores num barco ancorado no Lago Paranoá, em Brasília.

Dois internautas quiseram saber da fé do ministro licenciado da Justiça.

“O senhor acredita verdadeiramente que Deus existe? Ou acredita em mortais como o senhor?”, questionou Paulo Roberto Camargo Quinzani, de Goiás.

O maranhense Silas Castro Reis, por sua vez, escreveu não ter fé na sabatina: “Jogos de cartas marcadas. Impossível não ver. Alexandre, tempo de sair fora antes que o caldo derrame”.

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