Noticias

BNDES lança editais para saneamento no Norte e Nordeste , diz o Valor

A presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia Bastos Marques, afirmou que instituição deve lançar na sexta-feira os seis primeiros editais para saneamento, destinados a Estados do Norte e Nordeste. Segundo ela, houve um processo de seleção e 20 consultorias foram pré-qualificadas para participar dos pregões eletrônicos que vão definir as empresas que farão os estudos para as concessões.

“Fizemos editais, chamamos as consultorias e fizemos a seleção. Temos cerca de 20 consultorias pré-qualificadas. Vamos agora lançar editais um a um por Estado. Entre essas consultorias pré-qualificadas, ganhará quem oferecer o menor preço. Será pregão eletrônico por menor preço”, afirmou Maria Silvia. Na lista de Estados que serão atendidos inicialmente estão Pará, Amapá, Alagoas, Sergipe, Pernambuco e Maranhão.

A afirmação oi feita após reunião no Palácio do Planalto com o presidente Michel Temer e os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, e do Planejamento, Dyogo de Oliveira. A presidente do BNDES disse que essas concessões para saneamento são, em geral, por 20 anos. “Pode ser concessão, parceria público-privada, privatização. Cada Estado vai ter um modelo diferente”, disse.

Maria Silvia fez questão de negar qualquer mal-estar do governo com os desembolsos do banco, diante de especulações de que o Planalto estaria insatisfeito com a atuação “tímida” do BNDES.

“O ministro ficou bastante satisfeito com tudo o que ele ouviu. Tivemos no passado desembolso volumoso de recursos, conhecido como PSI. O que se assistiu é que, apesar de tanto dinheiro na economia, não aumentou o investimento na indústria e muito menos a atividade econômica”, disse Maria Silvia. Ela lembrou que em operação concretizada no ano passado, o BNDES devolveu ao Tesouro Nacional R$ 100 bilhões e que não há operações desse tipo previstas para este ano.

A presidente do BNDES ressaltou que o aumento dos investimentos é um processo importante para aumentar a produtividade e para garantir a retomada do crescimento econômico. Ela lembrou que os setores de infraestrutura, agricultura e óleo e gás são os únicos que não têm capacidade ociosa no momento.

Em infraestrutura, afirmou ela, o banco tem trabalhado para avançar em PPPs e nos leilões de energia. “Mais do que não ter capacidade ociosa, precisamos de investimentos para produtividade. Em relação à agricultura, observou que no ano passado o banco desembolsou R$ 17 bilhões com o setor. “Somos o maior financiador individual de agricultura no Brasil.”

Na indústria, explicou que ainda há muita capacidade ociosa, mas em fase de recuperação. “Famílias e empresas ficaram endividadas. O desemprego é elevado, o que também traz um sentimento de insegurança”, disse Maria Silvia.

Deixe uma resposta