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A ‘metamorfose’ do peemedebista é o título de análise no Estadão

Ao longo dos anos e dos governos, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) conquistou um espaço que poucos conquistaram. Em boa parte, pela esperteza política; em outra parte, pela reconhecida competência na atividade parlamentar.

Jucá é considerado incansável. E tem um especial dom para desembaraçar propostas complicadas.

Nomeado ministro da Previdência em 2005 por Lula, ficou pouco tempo no cargo. Não suportou as notícias com suspeitas de envolvimento dele em irregularidades. Mesmo assim, agiu de forma serena. Sempre. Citado na Lava Jato, não se alterou. Deixou a vida tocar seu ritmo.

Assim que assumiu o governo, interinamente, Michel Temer o nomeou ministro do Planejamento. Ficou por lá uma semana. Caiu por causa do vazamento da gravação de uma conversa entre ele e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado.

Há cerca de um mês, Jucá começou a mostrar mudanças no comportamento. Apresentou – e depois recuou – emenda constitucional que proibia investigação de atos anteriores ao mandato contra os presidentes da Câmara e do Senado. Ele é o favorito no PMDB para disputar a presidência do Senado em 2020. A emenda o beneficiaria daqui a uns anos.

Até mesmo as expressões do dia a dia do senador, antes tão gentis, sofreram alterações. “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba, não uma suruba selecionada”, afirmou ao repórter Ricardo Brito, do Broadcast Político, ao comentar sugestão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, para a restrição ao foro privilegiado.

Amigos do senador acham que a metamorfose de Jucá pode ter relação com a ansiedade causada pela expectativa da divulgação das delações premiadas da Odebrecht.

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