Noticias

Manifestantes em São Paulo, Rio e Brasília protestam contra indicado, diz o Estadão

O ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, foi alvo de três manifestações ontem contra sua indicação à vaga do ministro Teori Zavascki, morto em janeiro, no Supremo Tribunal Federal (STF). Em São Paulo, o ato aconteceu à noite, na frente da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, onde ele leciona.

No Rio, o protesto foi feito à noite no Circo Voador, com artistas e meio acadêmico.

Hoje, Moraes será sabatinado por parlamentares da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado como parte do processo de sua indicação. A previsão é de que o colegiado aprove sem obstáculos seu nome à Corte.

Em Brasília, pela manhã, estudantes do Centro Acadêmico XI de Agosto, entidade representativa dos alunos do curso de Direito da USP, entregaram à CCJ um abaixo-assinado com cerca de 270 mil assinaturas contra a indicação de Moraes.

O ato de repúdio de ontem no Largo São Francisco reuniu cerca de 150 pessoas e quatro juristas. O professor de Direito Penal da USP, Sérgio Salomão Shecaira, disse que Moraes afirmou em seu currículo ter cursado pós-doutorado na universidade em 1998, quando o curso ainda não existia. “Quando alguém ascende de forma tão rápida na carreira é porque aconteceu alguma coisa exótica. Exotismo é típico de quem cria e copia”, afirmou o professor.

A advogada Ana Lucia Pastore, coordenadora do Núcleo de Antropologia do Direito da USP, classificou a eventual nomeação de Moraes como “uma vergonha para todos professores do Brasil”. “Se eu julgasse o currículo Lattes dele, não o aprovaria nem para o mestrado”, afirmou. Ainda segundo Ana Lúcia, Moraes disse ter publicado 69 livros desde 2000, mas 30 deles seriam a mesma obra em diferentes edições.

Deisy Ventura, professora do Instituto de Relações Internacionais da USP, disse ao microfone que Moraes “deveria ser obrigado a escrever 100 vezes no quadro negro as frases que copiou de outros autores”.

Deixe uma resposta