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Líder do governo acusa imprensa de ‘linchamento’

O líder do governo no Congresso, Romero Jucá (PMDB-RR), discursou ontem por quase uma hora no plenário do Senado e acusou a imprensa de tentar promover um “linchamento” dos políticos. Após recuar do projeto que poderia blindar os integrantes da linha sucessória da Presidência, na semana passada, Jucá foi hostilizado no aeroporto de Boa Vista, na sexta-feira passada.

Citando referências históricas, Jucá afirmou que a imprensa “aponta a guilhotina” para os parlamentares e depois “parte para o estraçalhamento”. “Está parecendo que estamos vivendo o período da inquisição, ou a Revolução Francesa. Estão querendo pregar em todos nós a cruz de Israel no peito, como os nazistas pregaram nos judeus que viviam na Alemanha. No passado, a turba fazia linchamentos, hoje quem tenta fazer é a imprensa e setores da sociedade”, afirmou.

No período nazista, os judeus tinham costurada em suas roupas a estrela de Davi para identificá-los. Ao falar de “linchamentos”, o senador citou jornalistas, entre eles a colunista do Estado, Eliane Cantanhêde.

Segundo o peemedebista, os jornalistas teriam pressionado parlamentares a retirar as assinaturas do projeto. Após a divulgação de sua proposta, pelo menos dois senadores desistiram do apoio ao texto. “Estamos agora sofrendo patrulhamento na tramitação de projetos? Isso comigo não funciona.” Ele afirmou ainda que recuou da proposta para que o Congresso coloque “os pontos nos is” e “não se diminua”. Jucá disse que a proposta pode ser discutida novamente.

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