Noticias

Peemedebista afirma que suspeitas são ‘canalhice’ é o título de matéria no Estadão

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) chamou ontem de “canalhice” e “leviandade” as suspeitas levantadas pela Operação Leviatã de que ele recebeu propina relativa a obras de Belo Monte. E negou que o exsenador Luiz Otávio Campos seria um preposto dele.

Nunca autorizei ninguém (a falar em meu nome) nem tive contato com ninguém de Belo Monte. Não posso aceitar esse absurdo”, afirmou. “Não tenho nenhuma preocupação, zero, mas não posso falar pelos outros”, disse o senador.

Jader afirmou ainda não ter indicado Luiz Otávio Campos para cargos. “Não indiquei Luiz Otávio para cargos no Executivo. Exerço o meu mandato. (Mas,) Se tivesse indicado, nunca soube que está escrito no Código Penal que vai junto com a indicação a responsabilidade dos seus atos. Nunca tomei conhecimento dos atos dele.”

Hitler. Para o senador peemedebista, o Supremo Tribunal Federal (STF) não deve seguir o exemplo da Suprema Corte alemã que, segundo ele, deu respaldo à política antissemita de Adolf Hitler. Jader disse que daria aos ministros da Corte uma cópia do filme que retrata essa situação – O Julgamento em Nuremberg. “Foram esses precedentes que levaram aos campos de concentração e à Segunda Guerra Mundial. Às vezes se aceita que se cometa pequenos precedentes que, juntos, contribuem para uma violência legal.”

Márcio Lobão, filho do senador Edison Lobão (PMDBMA), disse que a operação foi “drástica medida judicial”.

Márcio Lobão reitera que nenhum ilícito cometeu”, informou comunicado assinado pelos advogados Aristides Junqueira Alvarenga e Luciana Moura Alvarenga Simioni.

O advogado dos Lobão, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, disse que não há “nenhuma prova” que justifique ação “tão desproporcionada”. Para ele, a ação da PF causa “constrangimento e sensação de injustiça”. “(Márcio Lobão) tem a consciência tranquila e nada tem a temer, exceto o julgamento precipitado a que é induzida a opinião pública”, afirmou.

Em nota, o PMDB disse que “apoia as investigações e vê como positiva qualquer medida do STF que possa tornar célere a conclusão dos processos”.

O Estado não conseguiu contato com Luiz Otávio Campos até a conclusão desta edição.

Deixe uma resposta