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Indicador de países emergentes tem maior alta desde junho de 2011, diz a Folha

O crescimento dos mercados emergentes se acelerou acentuadamente no começo deste ano, com recuperações mais fortes que as previstas na produção industrial e no comércio internacional, especialmente nas exportações.

Indicador de crescimento sobre os mercados emergentes compilado mensalmente pelo Instituto de Finanças Internacionais deixou para trás a tendência de queda que vinha desde a crise financeira global e sugere que o PIB dos países emergentes cresceu 6,4% em janeiro, ritmo mensal mais acelerado desde junho de 2011.

A alta coincide com números surpreendentemente fortes para o comércio exterior da China, que anunciou avanço de 7,9% em suas exportações e de 16,7% nas importações em janeiro, reforçando o otimismo sobre a segunda maior economia do planeta.

Em nota aos clientes nesta quarta (15), o analista Bhanu Baweja e seus colegas no banco UBS informaram que a produção industrial nos emergentes se recuperou, com alta anualizada de 3,9%, tendo por base o PIB ponderado, enquanto as exportações, em termos de valor, “estão saindo agora da profunda recessão dos dois últimos anos e cresceram 4,5% ante o mesmo período de 2016”.

PRODUÇÃO

O instituto afirma que a recuperação registrada por seu indicador se deve principalmente à melhora de dados básicos como a produção industrial e o comércio internacional, ainda que o sentimento dos empresários e as variáveis do mercado financeiro também tenham impulsionado o crescimento.

Em separado, a Capital Economics, empresa de pesquisa financeira, informou que os embarques da China, do Brasil e da Coreia do Sul haviam crescido significativamente em dólares em janeiro, com um começo de ano forte para as exportações dos emergentes em geral, conduzido em parte por efeito dos preços –o petróleo e outras commodities se recuperam no ano passado das quedas profundas sofridas em 2014– e em parte por uma recuperação na demanda subjacente.

“Não estamos falando só de commodities”, afirmou Edward Glossop, da Capital Economics. “Os preços mais altos para o minério de ferro elevaram as receitas do Brasil, por exemplo, mas o país também foi beneficiado, tanto em termos de valor quanto de volume, por uma alta na exportação de veículos.”

Em janeiro, as exportações de veículos do Brasil cresceram 56% em unidades e 47,9% em valor em relação ao mesmo mês de 2016.

Como disse Baweja, do UBS, “nunca falta ironia nos mercados. A tão aguardada recuperação no mercado de comércio internacional está se fazendo sentir exatamente no momento em que a discussão de medidas protecionistas se intensifica”.

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