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Ex-governador de Mato Grosso volta a ser alvo de operação, diz o Estadão

O ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB) e outros quatro pessoas foram alvo de mandados de prisão preventiva ontem, na 5.a fase da Operação Sodoma. A operação, conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso, apura um esquema de fraudes a licitações, desvio de dinheiro público e pagamento de propinas no Estado. Silval já estava detido – ele foi preso na 1.a etapa da investigação, em 2015 –, e ontem foi alvo de uma nova ordem judicial.

Segundo as investigações, as empresas Marmeleiro Auto Posto Ltda. e Saga Comércio Serviço Tecnológico e Informática Ltda. teriam pago propina de ao menos R$ 7 milhões para a organização criminosa supostamente liderada pelo peemedebista no Estado entre 2011 e 2014. Neste período, as duas empresas receberam cerca de R$ 300 milhões em contratos com o governo na gestão de Silval.

Segundo as investigações, as empresas foram usadas pela organização criminosa para desvios de recursos públicos e recebimento de propinas, “utilizando-se de duas importantes secretarias, a antiga Secretaria de Administração e a Secretaria de Transporte e Pavimentação Urbana, antiga Secretaria de Infraestrutura”, informou nota divulgada pela Polícia Civil.

Ex-secretário estadual de Administração, Francisco Anis Faiad foi preso ontem. Os investigadores apontam Faiad, que foi presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Mao Grosso (OAB-MT), como o responsável por autorizar a “continuidade nos pagamentos de propina pela empresa Marmeleiro Auto Posto”.

Ao todo, 17 equipes cumpriram cinco mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva e nove de busca e apreensão, em Mato Grosso, Santa Catariana e Distrito Federal. As ordens judiciais foram decretadas pela juíza Selma Arruda, da 7.a Vara Criminal da Comarca de Cuiabá.

Em nota, a defesa do ex-governador Silval Barbosa criticou o mandado de prisão. “Os fatos investigados guardam relação com a função que ele exercia e o fato de estar afastado do cargo há mais de dois anos já impediria qualquer argumento de garantia da ordem pública e da instrução criminal, além de faltar contemporaneidade para um novo decreto prisional.”

A OAB-MT informou que “acompanha o caso”. Atual presidente da OAB-MT, Leonardo Campos disse que será instaurado processo para apurar a conduta ética de Faiad. Representantes das empresas não foram localizados.

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