Noticias

Consenso entre Mariz e Temer por não indicação ao ministério é tema de nota na Monica Bergamo

CONSENSO


O advogado Antonio Cláudio Mariz de Oliveira diz que a decisão de não ir para o Ministério da Justiça foi tomada de comum acordo entre ele e o presidente Michel Temer. Uma eventual nomeação, diz Mariz, “poderia engrossar o coro dos que apontam uma fantasiosa intenção do governo de barrar a Operação Lava Jato”. Ele já fez crítica às investigações. Além disso, tem clientes vinculados à empreiteira Odebrecht, que não poderia mais defender caso fosse para o cargo.

Temer diz que não houve censura em decisão judicial contra Folha é o título de matéria na Folha

O presidente Michel Temer negou nesta segunda-feira (13) que tenha havido censura na decisão da Justiça de Brasília, a pedido do Palácio do Planalto, que impediu a veiculação de reportagem da Folha sobre uma tentativa de extorsão sofrida pela primeira-dama Marcela Temer no ano passado.

No final de pronunciamento, no Palácio do Planalto, o peemedebista foi questionado pela Folha se houve censura no episódio. “Não houve isso. Você sabe que não houve”, respondeu.

Uma liminar concedida pelo juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília, impede que a Folha publique informações sobre uma tentativa de um hacker de chantageá-la, no ano passado.

A petição foi assinada pelo advogado Gustavo do Vale Rocha, subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil, em nome de Marcela.

O pedido menciona também o jornal “O Globo”, cujo site publicou uma reportagem sobre o assunto logo após a Folha.

O texto foi publicado no site da Folha às 18h45 na sexta (10). A ação foi protocolada às 17h47, segundo registro do tribunal de Brasília.

A reportagem da Folha teve acesso a informações tornadas públicas pelo Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os processos são os seguintes: 0000057-20.2017.8.26.0520, 0036961-28.2016.8.26.0050, 0036960-43.2016.8.26.0050 e 0032415-27.2016.8.26.0050. Qualquer advogado ou pessoa cadastrada no site do tribunal pode acessar os autos.

O advogado da Casa Civil diz que a ação para impedir a publicação de informações sobre a primeira-dama “serve a evitar prejuízo irreparável à autora, que, caso tenha sua intimidade exposta indevidamente pelos veículos de comunicação, que mais uma vez estão a confundir informação com violação da privacidade de uma pessoa pública”.

O diretor jurídico do Grupo Folha, Orlando Molina, considera que a decisão atenta contra a liberdade de imprensa. “Eu vejo como uma tentativa brutal de impedir a liberdade de informação”, diz. “Isso configura censura ao veículo de imprensa.” A Folha vai recorrer da decisão.

Deixe um Comentario