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Setor de comunicação da Câmara ficará com nome da Universal, diz a Folha

A dança de cadeiras nos cargos de comando da Câmara deve levar o deputado federal Márcio Marinho (PRB-BA) a, nos próximos dias, ser oficializado no comando do setor de comunicação da Casa.

Pastor licenciado da Igreja Universal, de Edir Macedo, Marinho irá comandar, se for confirmado no cargo, uma estrutura de mais de 500 funcionários, composta por TV, rádio e site, entre outros órgãos.

A Secom (Secretaria de Comunicação) da Câmara passou a ser comandada por um deputado por decisão do ex-presidente da Casa Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso no Paraná.

Em 2015, Cunha entregou a função a um deputado também do PRB, Cleber Verde (MA), que não é da Universal.

Na ocasião foram nomeados para cargos de chefia funcionários politicamente contrários à gestão da então presidente Dilma Rousseff, de quem Cunha era adversário.

Um deles foi o jornalista Laerte Rimoli, que trabalhou na campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência da República em 2014 e que hoje comanda a EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

Em 2016 o comando da Secom da Câmara foi para o PMDB, com o deputado José Priante (PA). A volta da Secom para o PRB foi um acerto feito pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), na campanha à reeleição.

Marinho afirmou à Folha que só irá se manifestar caso sua indicação seja confirmada. Beto Mansur (PRB-SP), que não é da Universal, também é cotado para o cargo, mas a tendência no partido é indicar Marinho.

Em seu terceiro mandato de deputado federal, Marinho trabalha há 17 anos com rádio e TV e comanda o quadro “Patrulha do Consumidor”, no “Balanço Geral” da TV Record na Bahia.

COMISSÕES

Após a reeleição de Rodrigo Maia, no dia 2, os partidos iniciaram as negociações para o comando das 25 comissões permanentes da Casa e outros órgãos de comando. A principal, a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), deve continuar com o PMDB.

A base de Michel Temer deve ficar com a presidência de 20 comissões. Três das comissões que serão comandadas pela oposição ficarão com o PT. Os nomes devem ser definidos nos próximos dias.

Outro posto em disputa é a liderança do governo. Maia defende a saída de André Moura (PSC-SE), com quem nunca teve relação de proximidade. Temer, porém, estuda recriar o cargo de “líder da maioria”, para emplacar um político do PMDB ou do PP.

O partido do presidente da República é um dos principais focos de preocupação, já que a bancada se queixa do espaço concedido ao PSDB pelo Planalto no loteamento de cargos no Executivo.

PMDB e PR disputarão nesta semana o comando de duas comissões: Viação e Transportes e Minas e Energia.

Caso não se torne ministro da Justiça, o deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG) será a indicação peemedebista para a CCJ. O PMDB ganhou ainda o comando das comissões especiais que discutem as duas prioridades da agenda do governo: as reformas previdenciária e trabalhista.

 

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