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Ações apuram suborno a candidatos derrotados, diz O Globo

Além de investigar o entorno de presidentes e exmandatários da América Latina, as ações iniciadas após o acordo da Odebrecht com os Estados Unidos também miram candidatos que foram derrotados nas eleições, políticos e funcionários públicos. Na expectativa de continuar as investigações, procuradores de 15 países devem se encontrar com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, nesta semana.

Na Colômbia, a procuradoria pediu, nesta semana, a abertura de uma “investigação formal” para apurar a denúncia de que o marqueteiro Duda Mendonça recebeu dinheiro da Odebrecht para trabalhar na campanha de Ivan Zuluaga em 2014. O candidato perdeu a eleição para Juan Manuel Santos.

Funcionários do governo venezuelano, que não tiveram os nomes revelados, estão sendo investigados pelo Ministério Público do país.

EMPREITEIRA FAZ ACORDOS

Nem todos os investigadores latino-americanos conseguiram identificar, nos últimos meses, quem recebeu as propinas da Odebrecht. A Procuradoria do Equador diz que investiga “altos funcionários do governo”. Os investigadores pediram colaboração da Espanha para ouvir o depoimento do advogado Rodrigo Tacla Duran, apontado pela Lava-Jato como intermediário do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, o departamento de propina da empresa.

Na República Dominicana, a Odebrecht se comprometeu a pagar US$ 184 milhões (R$ 573 milhões) em um acordo com o governo local, após admitir os crimes. Como o texto ainda não foi homologado pela Justiça, os nomes dos políticos corrompidos não são públicos.

Embora não tenham investigações formais, México e Guatemala dizem estar levantando informações sobre os crimes.

A Odebrecht informou, por nota, que já possui “entendimentos avançados com alguns países da América Latina para esclarecer sua participação em atos praticados pela companhia”. Como exemplo do seu compromisso de colaborar com a Justiça, a empresa citou o acordo assinado com autoridades do Brasil, Estados Unidos e Suíça em dezembro, no qual, junto com a Braskem, se comprometeu a pagar multas de US$ 3,5 bilhões (R$ 11 bilhões) aos três países.

A Odebrecht disse em nota que “adotará as medidas adequadas e necessárias para continuamente aprimorar seu compromisso com práticas empresariais éticas e de promoção da transparência em todas as suas ações.”

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