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Policiais invadem a Câmara em protesto, diz O Globo

Policiais civis que protestavam contra a proposta de reforma da Previdência que tramita no Congresso invadiram ontem a Câmara dos Deputados. A Polícia Legislativa, que faz a segurança da Casa, usou gás de pimenta para impedir que eles acessassem o Salão Verde, que dá acesso ao plenário.

A manifestação começou no fim da manhã, no gramado em frente ao Congresso. No fim da tarde, alguns policiais deram a volta no prédio da Câmara e entraram pelo Anexo II. Quando eles romperam uma barreira na entrada do corredor de acesso ao Salão Verde, os seguranças recorreram ao gás de pimenta.

Com isso, eles impediram a entrada dos manifestantes. Alguns deles discutiram e trocaram empurrões com os seguranças da Casa, mas a situação foi contornada. No grupo, havia pessoas usando coletes da União dos Policiais do Brasil (UPB).

Vários deputados que passavam pelo corredor sentiram os efeitos do gás de pimenta. O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) reclamou, em plenário, do uso do gás pela Polícia Legislativa. Já o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que um dos manifestantes teria sacado uma arma contra um segurança. Maia garantiu que a reforma da Previdência será debatida, mas criticou o protesto.

Policiais civis, agentes da Polícia Federal e guardas municipais estão se mobilizando contra a proposta enviada ao Congresso, que retira dessas categorias o direito de se aposentarem mais cedo. Hoje, esses profissionais podem requerer o benefício com 30 anos de contribuição (homem) e 25 anos (mulher), sem exigência de idade mínima. Com a reforma, eles seguiriam as regras dos demais trabalhadores.

Apesar do protesto, o presidente da comissão especial que vai discutir a reforma da Previdência, deputado Carlos Marun (PMDB-MS), disse que, até o fim de março, os parlamentares aprovarão o relatório, a ser submetido ao plenário da Câmara. Ao deixar o prédio da Fazenda, onde se reuniu com o ministro Henrique Meirelles, o deputado reafirmou que meta do governo é aprovar a reforma ainda neste semestre.

Marun defendeu a proposta enviada ao Congresso. Mas ressaltou que haverá “aprimoramentos” porque o Congresso não é “carimbador de projetos”:

Acho a proposta boa. Ela será aprovada porque é necessária e nós temos uma meta.

 

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