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Cenário ajuda reformas de Temer, diz consultoria é o título de matéria no Estadão

A janela de oportunidade que o presidente Michel Temer terá para aprovar reformas econômicas no Congresso é maior do que se esperava no início do seu governo, avalia a consultoria de risco político Eurasia, em relatório enviado a clientes. Como os parlamentares estão assustados com o próprio futuro, em razão do aprofundamento da recessão no País e das investigações da Operação Lava Jato, entende-se que a única saída para sobreviver politicamente é aprovar reformas, mesmo que estas sejam dolorosas para seus eleitores.

Senadores e deputados federais estão muito conscientes de sua precária posição política. Uma crise econômica no primeiro semestre de 2016, combinada com uma atuação forte da Operação Lava Jato, trouxe o risco significativo de um cenário de ‘terra arrasada’ para as eleições de 2018”, afirmam os analistas da consultoria.

A Eurasia diz que as condições políticas melhoraram desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e a chegada de Michel Temer ao comando do governo, mas ressalta que os políticos sabem que os eleitores permanecem irritados. “Não só as eleições municipais demonstraram isso, mas a dramática crise fiscal que aflige governos estaduais está gerando mais urgência sobre a necessidade de enfrentar a reforma fiscal”, escrevem os analistas. Diante disso, continua o relatório, há um diagnóstico entre as lideranças no Congresso de que a única chance que eles têm de serem reeleitos em 2018 é se Temer aprovar uma agenda de reformas que torne o ambiente favorável à recuperação econômica.

Financiamento. Também joga a favor de Michel Temer o fato de que as fontes tradicionais de financiamento de campanhas eleitorais secaram. “Não só os principais doadores de campanhas (empresas de construção) estão à beira da falência, mas também houve a proibição das doações empresariais”, afirma a Eurasia.

Diante desse cenário de recursos limitados, ter o apoio do governo federal nas eleições de 2018 torna-se uma vantagem, argumentam os analistas. A consultoria ressalta, no entanto, que essa janela para reformas deve ficar menor em 2018, à medida que a atenção vai se descolar para as eleições.

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