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Filho de Cabral teria recebido verba de esquema, diz O Globo

O publicitário Francisco de Assis Neto, que foi assessor de Sérgio Cabral, afirmou em depoimento ontem à Polícia Federal que uma ex-funcionária relatou ter recebido dinheiro em espécie para a campanha à Câmara do deputado Marco Antônio Cabral (PMDB-RJ), filho do ex-governador, em 2014. Kiko, como o publicitário é conhecido, informou que não sabe o valor total destinado.

De acordo com seu depoimento, os valores eram disponibilizados por Carlos Miranda, apontado como operador de Cabral. Em delação premiada, os doleiros Marcelo e Renato Chebar informaram ao Ministério Público Federal que repassaram R$ 7,7 milhões a uma pessoa identificada como “Dani”. O dinheiro era entregue numa sala comercial que pertence à Corcovado Comunicação, empresa de Kiko. Segundo o publicitário, o apelido é de Danielle, que foi funcionária de sua empresa durante um ano, entre 2013 e 2014, e trabalhou na campanha de Marco Antônio. Kiko afirmou que não lembrava do sobrenome da ex-funcionária. Ele cedeu gratuitamente a sala para a campanha do então candidato a deputado federal. Kiko foi subsecretário de Comunicação Social no governo Cabral entre 2007 e 2013.

O publicitário informou ainda que “fazia os levantamentos de gastos para utilização na campanha e passava para o senhor Carlos Miranda conforme lhe foi orientado por Sérgio Cabral, sendo que, após isso, Carlos Miranda providenciava a transmissão desses valores até Dani em espécie”. Ele disse que, apesar de também ter trabalhado na campanha de Marco Antônio, não cobrou pelo serviço. Ainda afirmou ter recebido cerca de R$ 300 mil ou R$ 400 mil, em dinheiro vivo, de Luiz Carlos Bezerra, também apontado como operador de Cabral. O valor, segundo ele, foi pago em abril e maio de 2014 para viabilizar um galpão que seria usado na campanha de Marco Antônio. O publicitário disse que não sabia qual era a origem dos valores disponibilizados. CUNHA VAI DEPOR HOJE O deputado cassado Eduardo Cunha será interrogado pela primeira vez, na tarde de hoje, pelo juiz Sérgio Moro no processo em que é réu no âmbito da Operação Lava-Jato. Cunha é acusado de receber propina de R$ 5 milhões num contrato para compra de um campo de petróleo, pela Petrobras, no Benin, na África, e de usar contas em bancos suíços para lavar o dinheiro. Segundo o advogado Marlus Arns, Cunha deverá responder as perguntas, mas não sinalizou para uma delação premiada.

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